Em outros dias, lá pelo começo dos 1960s,quando comecei a fazer jornalismo profissional, uma expressão-chave nos acompanhava ao se tentar exercíciose futurologia sobre um tema de desenrolar complicado no judiciário:Da cabeça de Juiz e bumbum de bebê nunca se sabe o que virá…” Hoje vive-se em pleno tempo das pesquisas de opinião ditas “infalíveis” ou científicas.
Mas muita vezes falham, como as que não apontaram com antecedência a possível vitória de Jair Bolsonaro em 2018, o ‘azarão” que conquistou a presidência da República. Agora, mais ressabiado do que nunca sobre as ditas previsões, ouso indagar se o Juiz Sergio Moro, que está entrando no Podemos, sob as bênçãos de Álvaro Dias e da presidente Renata Bueno, não poderá acabar se mostrando uma grande surpresa nas urnas de 2022? Mesmo que não seja candidato a PR.
Luiz Ignácio Lula da Silva
Moro pode cncorrer a outra posição, como à vaga do Senado pelo Paraná. Neste caso, Alvaro teria de renunciar a seu propósito de conseguir um terceiro mandato na chamada Câmara Alta. Moro não vive seu melhores dias, todos sabemos. De nome endeusado por grande parte dos brasileiros, foi acusado pelos tribunais superiores, como o STF, de ter decidido de forma falha contra Lula; isso embora – eis a contradição do STF – todas as condenações de |Lula que passaram pela 13 Vara Federal de Curitiba terem, na ocasião, sido referendadas pelos tribunais superiores.
Os que defendem a nova (?) posição do STF, até lembram que Lula não foi absolvido. Que o juízo da Décima Terceira Vara de |Curitiba não teria competência para julgar o ex-presidente. E que tudo precisa começar de novo. Mas Lula é um cidadão idoso, e logo as acusações que pesam contra ele estarão prescritas, observam fontes jurídicas.
Fabio Aguayo, diretor da CNTur.
AGUAYO PERSISTE
Para Fábio Aguayo, empresário que preside uma federação nacional de turismo, e fala pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRABAR, Moro está na ponta de ampla torcida pelo ex-juiz. Ele é o mais persistentes dos “moristas”. Foi candidato a vereador em Curitiba, com o apoio do ex-juiz. Mas acabou rodando nas urnas, o que, no entanto, não lhe limitou as forças de pregoeiro da luta anticorrupção que acredita Moro encarne.