Eu imaginava já ter visto de tudo em matéria de brigas familiares patrocinadas por famílias que disputam bens em sucessões que correm na justiça.
Mas o convite para missa, de terceiro aniversário de morte da matriarca da família, publicado na semana em jornal de grande tiragem em Curitiba, excedeu a tudo o que poderia esperar.
Os filhos (excluído, é claro, aquele que é o alvo principal da lambança familiar) lembram, no texto, que o local da celebração seria a “igreja frequentada pela mãe”, no alto da XV. Esse foi o toque afetivo, ameno.
O surpreendente ficou por conta das estocadas ao irmão alvo da briga agora nos domínios da religião: a mensagem lanceta obras sociais dirigidas (e tudo indica que muito bem) pela “vítima”.
A criatividade dos redatores chega ao ponto de apontar como de autoria da finada – e nunca dantes divulgado – um texto que teria por alvo – por linhas oblíquas– o “fratello”.
No fundo, interesses envolvendo pelo menos R$ 400 milhões em imóveis.
