
A Guarda Municipal e o Trânsito de Curitiba são áreas sensíveis do Município e geralmente influenciam muito a popularidade do Prefeito Municipal. Por isso mesmo, e como noticiado neste site, a Secretaria de Trânsito e Guarda Municipal estariam, nos últimos semanas, sob as lupas dos órgãos de controle. Motivos? Pelas diversas irregularidades existentes na área, como em contratos dos radares; nos serviços de segurança e monitoramento dos imóveis da prefeitura; na chamada muralha digital, painel de monitoramento das ruas.

Tão complicadas quanto contratos mal explicados, são as denúncias de assédio cometidos sexual – é o que se apura – por gestores da pasta. Uma das denuncias está escancarada: a vítima, uma fogosa jovem, está disposta não só a colocar a boca no trombone. Ela não esconde que, se cedia seu favores sob pressão, também sabia se defender. E se defendeu gravando detalhes de encontros com “majorengos” da Secretaria e Guarda. E, até, de certa feita, foi obrigada a dar um tiro – pra cima, é verdade. Mas foi o detonador público dos assédios, tendo ido parar em atendimento da Polícia Militar, conforme noticiado pelo site.

RETROVISOR
Por trás dessas realidades, ‘especialistas na administração Greca de Macedo’ enxergam mais longe, a partir de uma visão retrocognitiva. Assim, alguns observadores lamentam que o antigo secretário não tomou as devidas providências para coibir vazamentos de informações que maculam a imagem do alcaide. Já outros , técnicos de alto perfil, entendem que mudança do secretário promovida pelo alcaide, com saída de Guilherme Rangel, “ somente agravou o quadro”. E a favor do delegado Rangel argumentam que “ele, na verdade, estava disposto a resolver os vazamentos que hoje fazem da Setran “um fortim de encrencas”.

ARRECADAR É A ORDEM
No trânsito a ordem é arrecadar com os radares, os quais continuam sendo instalados na cidade em um regime de urgência, como se fossem a solução para todas as mazelas do trânsito de Curitiba. Troca de placas, instalação de semáforos desnecessários, tudo é feito como uma necessidade prioritária na área central da cidade. Enquanto nos bairros e na linha verde da cidade, o que se vê é uma sinalização precária. No caso da Linha Verde, a sinalização (?) é realizada por manilhas de concreto, um verdadeiro “fim de feira”, como observa um técnico do IPPUC que vive hoje sob suspeita de ser “colaboracionista das oposições”, segundo relata dona Matilde da Luz.

