
Enquanto o grupo de amigos e ex-colaboradores de Jaime Lerner prossegue levantando elementos para o livro que vai escrever sobre o urbanista que mudou a história do planejamento urbano com a intervenção que fez em Curitiba, em 1972, o jornalista e escritor Dante Mendonça “esmerilha” seu romance-histórico “ A Rua e a Bruma, a Régua e Compasso”. Lançamento para o começo de 2022, pelos 50 anos da revolução urbana de JL.
O livro está nesse tônus, passa-se todo na semana anterior ao fechamento da Rua XV de Novembro (Rua das Flores). O fechamento acontece numa sexta-feira à noite. Dante domina a retrovisão daqueles dias, visitando cada esquina desse cenário curitibano histórico que muito bem acompanhou. Passa por locais “estratégicos”, deambula entre marcos e personagens que fervilhavam na cidade que logo se tornaria exemplar para o mundo do urbanismo e a mídia mundial.

O jornalista, que foi forte presença no convívio com Lerner, é o duplo fotógrafo daquela realidade histórica, como artista plástico e cronista da cidade. Traquejado na arte de especular, uma das marcas do jornalismo inquieto que não aceita pratos feitos, ele opina: – O fechamento da Rua XV, um ato de coragem contra quase todos, seria o termômetro: se desse certo, a revolução urbana de JL se consumaria. Se não, a biografia do Jaime teria parado alí mesmo. Deu certo, e logo o mundo começou a conhecer o genial curitibano.

