
No pequeno expediente da sessão plenária desta segunda-feira (18), na Câmara Municipal, Renato Freitas (PT) fez um contraponto entre as “duas Curitibas que existem, a que existe fora do cartão postal e a Curitiba holograma, da propaganda do prefeito Rafael Greca”. De acordo com o vereador, hoje a capital tem mais de 84 mil moradores que vivem em situação de extrema pobreza, que “sobrevivem com até R$ 89 por mês”. “É um grande recorde negativo para o município desde o início da contagem e divulgação desses dados, em agosto de 2012.

[…] De abril de 2020 ao dia de hoje, 15.225 novas pessoas passaram a fazer parte da linha da extrema pobreza. Esse também foi um recorde para Curitiba, que é o 5º município no país que mais empurrou as pessoas para a pobreza, proporcionalmente.” “Curitiba fora do cartão postal” II Na avaliação do vereador, um dos fatores que levam ao aumento desta população é a política habitacional de Curitiba, “que não regulariza as casas já existentes, urbanizando as áreas, como na Vila Barigui, na Vila Joanita, que não são regularizadas por uma vontade política do prefeito que por diversas vezes se manifestou contrariamente à urbanização”.
Segundo Freitas, urbanizar é implantar pavimentação e saneamento básico, abrir escolas e postos de saúde, oferecer “serviços básicos que garantem a dignidade de todos os municípes”. “É isso que o prefeito Rafael Greca nega às pessoas, porque segundo ele não é necessário morar em áreas irregulares”, complementou.
