segunda-feira, 11 maio, 2026
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Segurança: Brigadas Escolares – Defesa Civil na Escola

Cel. Audilene Rosa de Paula Dias Rocha

A prevenção é, e sempre será, a medida mais importante em qualquer conjuntura, envolvendo qualquer área da vida, seja individual ou comunitária. Lastreada nesse entendimento, em 8 de janeiro de 2015, no Estado do Paraná, foi sancionada a Lei n.º 18.424, que instituiu o Programa Brigadas Escolares — Defesa Civil na Escola, regulamentada pelo Decreto n.º 4587, de 13 de julho de 2016.

O Programa Brigadas Escolares — Defesa Civil na Escola, intermediada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, é uma parceria entre a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte e Secretaria de Segurança Pública, objetivando propiciar às instituições escolares da rede estadual a cultura preventiva contra incêndio, eventos danosos, sejam naturais ou fatores antropogênicos e outros contextos emergenciais, nos estabelecimentos, além de adequar as estruturas físicas ao Código de Segurança contra Incêndio e Pânico. Essa formação de brigadista, também, oportuniza levantamento das falhas existentes e necessidades da adequação da estrutura escolar às normas de prevenção vigentes. Ainda, semestralmente, deve ocorrer o treinamento de simulados de abandono das edificações, gerando, na prática, competência para respostas a circunstâncias fáticas.

Louvável o programa, pois caracteriza avanço na prevenção e na segurança das comunidades escolares. Consolidado o programa, é momento de avançar mais um pouco, com a inclusão dos alunos, de determinada série, na capacitação para enfrentamento de situações emergenciais, enfatizando o suporte básico a vida, proposição para adequar a estrutura a legislação e a condução de treinamento simulado de abandono dos estabelecimentos, gerando, na prática, competência para respostas a circunstâncias fáticas.

Ressalte-se que esse aprendizado, aliado a prática para sedimentar o conhecimento, poderá estender a cultura da prevenção aos lares desses alunos e, no futuro, aos seus locais de trabalho. O custo-benefício da prevenção é infinitamente menor que o da atuação nas consequências, porque precisamos considerar, além dos custos financeiros, o psicológico, familiar e social. Na prevenção, nenhum investimento é grande demais. Investimentos maciços em alunos como brigadistas escolares, bombeiros mirins e outros programas envolvendo crianças e adolescentes, carentes ou não, trarão resultados imensuráveis e, com certeza, ganhos em todos os aspectos no futuro. Por isso os gestores públicos necessitam criar programas abrangentes, acessível a crianças e adolescentes de todos os níveis sociais, que sejam permanentes, independente de governo. Injetar recursos na formação e capacitação de crianças e adolescentes não é despesa, é, sem dúvida, investimento no futuro.

Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!

Coronel Audilene

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