terça-feira, 12 maio, 2026
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Tasso se alia a Leite nas prévias do PSDB

Tasso Jereissati e Eduardo Leite: contra Dória.

O senador Tasso Jereissati anunciou nesta terça-feira, 28, apoio ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nas prévias presidenciais do PSDB e se colocou à disposição para articular uma frente contra o governador de São Paulo, João Doria, favorito na disputa pela candidatura tucana ao Planalto no ano que vem. A união entre Tasso e Leite, que já era prevista para ocorrer antes das prévias, em novembro, foi anunciada em um encontro com lideranças tucanas em Brasília. O senador pretende viajar com o governador gaúcho para fechar apoio em estados considerados indecisos, como Maranhão, Paraíba e Santa Catarina, e até convencer quem já declarou voto em Doria, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC será o primeiro grão-tucano visitado pela dupla, nesta quarta-feira, 29, em São Paulo.

Lira, o previsível

Arthur Lira subiu ao palco ao lado de Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 28, em uma das viagens de celebração aos mil dias do governo. Em Teotônio Vilela, um de seus redutos eleitorais em Alagoas, o presidente da Câmara fez propaganda do Planalto pela compra de vacinas, embarcou na narrativa bolsonarista sobre a alta dos combustíveis e afirmou que o parlamento dá sustentação ao governo.

Lira discursou após pronunciamentos de ministros do alto escalão e do ex-presidente Fernando Collor, aliado do presidente da República. O deputado fez questão de tecer críticas a Renan Filho, governador do estado e filho de Renan Calheiros, relator da CPI da Covid e desafeto de Bolsonaro.

Entre os acenos ao Planalto, Lira frisou que o governo federal foi o responsável por 95% do investimento realizado no complexo de 400 unidades habitacionais do município inaugurado nesta terça-feira e atribuiu a Bolsonaro os louros da imunização em massa contra a Covid-19, embora o presidente tenha imposto dificuldades ao início da vacinação.

Dimas Toledo na mira da PGR

A Procuradoria-Geral da República pediu que o Supremo Tribunal Federal mantenha a denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro apresentada contra o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, apesar de a peça citar trechos da delação do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, anulada pela corte. A decisão cabe ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no tribunal.  Antigo aliado de Aécio Neves, Dimas Toledo é acusado pela PGR de ter recebido parte dos 65 milhões de reais em propina supostamente pagos ao tucano pelas empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez como contrapartida a obras de usinas hidrelétricas que tiveram a participação da estatal mineira. Na manifestação encaminhada ao STF neste mês, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, concorda com o pedido da defesa pela supressão das revelações de Cabral sobre Dimas Toledo, mas argumenta que o acordo de colaboração premiada é “apenas um dentre os fartos dados fornecidos pela denúncia”.

Proteção para advogada que denunciou Prevent Senior

A CPI da Covid decidiu pedir à Polícia Federal proteção para Bruna Morato, advogada de 12 médicos responsáveis por denúncias de irregularidades na Prevent Senior durante a pandemia, como a obrigatoriedade da prescrição do chamado “Kit Covid “, formado por medicamentos ineficazes contra o novo coronavírus. Em depoimento à comissão, Morato contou que, após ser procurada pelos profissionais para compilar denúncias, em meados do primeiro semestre deste ano, teve o escritório invadido.

A advogada, porém, disse não ter provas de que sofreu a tentativa de intimidação em razão do caso Prevent Senior. Morato narrou que, em abril, médicos lhe relataram a falta de autonomia e a pressão pela prescrição a pacientes diagnosticados com Covid-19 de flutamida, remédio para o tratamento de câncer de próstata. À época, ela decidiu levar o caso à imprensa para que a operadora de saúde parasse com os “experimentos“.

(Revista Crusoé)

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