terça-feira, 12 maio, 2026
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Desde 2020, governo do PR destinou R$ 1,2 bilhão a hospitais universitários

Universidade Estadual de Londrina. Foto: José Fernando Ogura/ANPr

Os hospitais vinculados às universidades estaduais do Paraná reforçaram as ações de combate à pandemia, disponibilizando centenas de leitos exclusivos para pacientes acometidos pela Covid-19. Desde o ano passado, o Governo já direcionou mais de R$ 1,2 bilhão aos Hospitais Universitários (Hus) para ações como aquisição de equipamentos, garantia de insumos e despesa com pessoal. Desse montante, R$ 152 milhões foram aplicados, exclusivamente, em medidas relacionadas à pandemia. Exemplo disso, os quatro hospitais universitários da rede estadual ampliaram, gradativamente, a oferta de leitos, saltando de 834 para 1.127, entre março do ano passado e agosto de 2021. Esse número equivale a um incremento de 35% na quantidade total de leitos disponíveis.

ENFRENTANDO A COVID-19

“Os quatro hospitais universitários das instituições estaduais de ensino superior se tornaram referência no enfrentamento dessa crise sanitária, contribuindo para o acompanhamento da situação epidemiológica e controle da doença, com impacto na articulação e proposição de políticas públicas”, destacou o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona.

Somente o complexo hospitalar da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – composto pelo Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais e pelo Hospital Universitário Materno-Infantil (Humai) – conta, atualmente, com 103 vagas para pacientes com a doença: 46 leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI); 48 leitos clínicos; quatro leitos de emergência; e cinco leitos de enfermaria no Pronto Atendimento.

EM LONDRINA

Em Londrina, o Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná disponibiliza 213 leitos, sendo 96 de enfermaria, 106 de UTI adulto e 11 de UTI pediátrica. No Noroeste do Estado, o Hospital Universitário Regional de Maringá oferece outros 50 leitos – 20 de UTI e 30 de enfermaria. Já em Cascavel, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná concentra 70 leitos de terapia intensiva.

Para o superintendente Aldo Nelson Bona, a pandemia fez com que os profissionais dos hospitais universitários ganhassem aprendizado e experiência, principalmente no que se refere à atuação dos trabalhadores da área da saúde e adaptação da estrutura de funcionamento das unidades. Ele ressalta, ainda, o desenvolvimento de vários projetos de pesquisa e extensão, relacionados ao novo coronavírus (SARS-CoV-2). “Os resultados dessas iniciativas científicas e tecnológicas demonstram a importância do papel desempenhado pelas Universidades, apesar da suspensão de aulas presenciais”, afirma o superintendente.

UNIVERSIDADES

Em paralelo aos HUs, as universidades estaduais do Paraná foram responsáveis pela produção de pelo menos 60 mil litros de álcool em gel e álcool líquido; 113 mil máscaras de proteção facial; 13 mil escudos faciais (face shields), além da realização de 42 mil exames de testagem para o novo coronavírus. Devido à pandemia, parte das atividades acadêmicas foi direcionada para o enfrentamento ao novo coronavírus e mitigação de consequências decorrentes da crise epidemiológica. Nesse cenário, os hospitais universitários mantiveram a produção de pesquisas científicas e a capacidade de formação dos profissionais da saúde.

RESPIRADORES

No Laboratório de Habilidades do Hospital Universitário Regional de Maringá dois protótipos de respiradores foram desenvolvidos por professores e estudantes de graduação e pós-graduação dos cursos de Medicina e de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O primeiro projeto é um capacete oxigenador, que funciona como módulo de ventilação não invasiva. O outro protótipo consiste em um ventilador mecânico para pacientes com insuficiência respiratória em terapia intensiva. Ambos os equipamentos foram fabricados com custo inferior ao praticado no mercado.

O oxigenador não invasivo, por exemplo, foi produzido com materiais e recursos próprios, custando menos de R$ 150. No varejo, a peça é comercializada, em média, por R$ 700, e é descartada depois de utilizada em um único paciente. Além de barato, o modelo idealizado pelos pesquisadores do HU/UEM ainda pode ser reutilizado, após assepsia.

(AEN)

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