
O Paraná sempre esteve bem representado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O nosso atual representante é o desembargador do Tribunal de Justiça, Luiz Fernando Tomasi Keppen, cujo mandato expira em novembro. Com a saída de Keppen e do conselheiro gaúcho, o juiz Mário Augusto Figueiredo de Lacerda Guerreiro, abrem-se duas vagas, mas na disputa há apenas representantes do Mato Grosso. Nenhum do Paraná.
TRANSPARÊNCIA
Com objetivo de dar mais transparência e controle do sistema Judiciário, o CNJ sempre teve conselheiros que se destacaram em melhorar a relação do poder judiciário com a população. Isto ficou denotado com a presença do atual desembargador e também, anteriormente, com a indicação de juízes, como a juíza Morgana de Almeida Richa, que recentemente foi indicada para preencher uma vaga do STF. Diante disso, a curiosidade é sobre um dos quatro indicados a ocupar o cargo: Mirko Vincenzo Giannotte, juiz do Mato Grosso. O juiz ficou famoso ao ser questionado sobre os seus altos rendimentos.
CONTRACHEQUE IMPRESSIONA
Como juiz da 6ª Vara da Comarca de Sinop, a 503 km da capital Cuiabá, Giannotte virou notícia em agosto de 2017, quando veio à tona o valor de seu contracheque no mês anterior: R$ 503,9 mil. O valor, informado pelo Portal da Transparência do Poder Judiciário de Mato Grosso, incluía indenizações, auxílios, verbas atrasadas e gratificações. Giannotte disse à época que considerava valor era justo, ressaltando que não havia nenhuma ilegalidade. Perguntado pela revista Veja se estava incomodado com a repercussão negativa, ele respondeu: “Não estou nem aí.”
