
Lucas Nicolau Vieira, pode até reverter situação, fato é que ele responde a processo no TCE-PR, por determinação do conselheiro Bonilha
O decreto nº 1275 nomeia o engenheiro Lucas Nicolau Vieira para um cargo de cerca de R$ 7 mil para trabalhar na Secretaria de Governo Municipal da Prefeitura de Curitiba. O engenheiro vai incorporar a equipe de fiscalização de obras nas regionais, em especial pavimentações, que são feitas por essa pasta.
O estranho da nomeação é que o engenheiro responde um processo no TCE-PR, segundo o qual teria validado obras de pavimentação de qualidade duvidosa. O caso aconteceu em Colombo, envolvendo à Basalto Construção e Pavimentação Ltda, uma das empresas que atualmente prestam serviços para a Prefeitura de Curitiba. Claro que Nicolau tem o direito de trabalhar. Mas sua situação é de pendência no TCE, o que deve ser observado pelo prefeito.
MÁ QUALIDADE DE OBRA
No Acórdão nº 961/20, de 5 de junho, o conselheiro Ivan Bonilha determinou a suspensão de pagamento da obra por conter irregularidades. Entre as falhas estão: serviços cuja qualidade não atende ao especificado nos projetos, no contrato e nas normas técnicas; remuneração pelas obras que levou em conta quantidades maiores do que as efetivamente executadas; e projeto básico insuficiente para detalhar, em nível adequado e preciso, os trabalhos a serem executados. O provável dano decorrente dos achados foi calculado em R$ 1.171.219,54.
BECO SEM SAÍDA
“O processo contra essa obra ainda tramita no TCE. Pode até ser que Lucas possa reverter os apontamentos do TCE, mas é estranho que alguém nessa situação seja colocado na Secretaria do Governo Municipal, comandada por Luiz Fernando Jamur Junior, para fiscalizar obras de pavimentação”, observa à coluna uma vereadora de Câmara de uma cidade da RMC.
A mesma observação é feita, sob condição de anonimato, por um vereador da base do alcaide Greca, alguém muito próximo ao líder do prefeito na Câmara, que completou: “Acredito no prefeito, em sua seriedade, mas há fatos como esse da nomeação que me deixam num beco sem saída”.
