Valdomiro Soares analisa pesquisa da International Trademark Association, que explora a valorização da marca para as gerações Z e Millennials
A International Trademark Association (INTA) publicou a mais recente pesquisa “Estudo de restrições de marca: uma visão das gerações Z e Millennials”, que explora o valor que as duas gerações atribuem às marcas e o papel que as embalagens de marca desempenham em suas vidas.
A Geração Y, também conhecida como Millennial, segundo a sociologia, corresponde aos nascidos entre o início da década de 1980 até a metade dos anos 1990. Da outra metade dessa década até o início dos anos 2010, condiz com a chamada Geração Z. Ambas as gerações viram grandes avanços na tecnologia aconteceram, sendo a última a que mais acompanhou a transição do analógico para o digital.
O estudo foi realizado em 10 países, entre eles o Brasil. “Essa pesquisa ajuda a entender como o consumidor pode ser, ou não, apegado a uma marca específica e qual a melhor forma de se relacionar com essa marca”, explica Valdomiro Soares, presidente do Grupo Marpa – Marcas, Patentes, Inovações e Gestão Tributária. A pesquisa aponta que, para 68% dos entrevistados, a confiança do consumidor nas marcas é alta. Para Valdomiro, o vínculo emocional com tal marca contribui na confiança.

“A pesquisa aponta que 6 em cada 10 consumidores ficariam tristes se a marca que eles mais amam, seja vestuário, alimentação, brinquedos ou bebidas, desaparecesse. É importante lembrar que a segurança também é um fator-chave para que gere essa confiança”, diz.
O estudo ainda revela que apenas um em cada três consumidores diz que em auxiliar a fazer escolhas mais saudáveis, enquanto 8 em cada 10 dizem que não impor restrições, apenas educando de maneira consciente, é a forma mais eficaz para que o consumidor faça suas próprias escolhas.
Para Valdomiro, implicar alguma forma de restrição interfere no direito de compra do consumidor. “Cabe ao próprio cliente tomar a decisão do que quer consumir. É válido, sim, saber que ele possa ter a ciência do que compra, mas jamais o impedindo. Aplicar algum tipo de proibição à marca tira o direito de escolha do cliente. É ele quem decide se tal produto irá fazer parte da vida dele por um, dois meses, ou até mesmo um ano ou mais”, conclui.
