terça-feira, 16 junho, 2026
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Sismmac: Greca se recusa a negociar e nega por escrito reivindicações de 2021

Sindicatos cobrarão negociação sobre itens relacionados à Covid-19 na reunião agendada para o dia 13 de julho

A gestão de Rafael Greca não realizou sequer uma reunião de negociação com os sindicatos neste ano e respondeu às reivindicações do magistério com negativa para praticamente todos os itens. A postura, infelizmente, não causa surpresa já que a falta de diálogo é marca registrada da gestão desde a violenta aprovação do pacotaço na Ópera de Arame.

A Prefeitura respondeu por escrito a Pauta Emergencial, com itens relacionados à pandemia da Covid-19, e a Pauta Geral, com reivindicações relacionadas às condições de trabalho e direitos do magistério municipal. Os dois documentos foram protocolados pelo SISMMAC no final de fevereiro.

O único avanço é a nomeação em andamento de 110 profissionais de Docência I e 105 de Docência II, o que não chega nem perto de resolver o problema da falta de professores devido ao grande número de aposentadorias nos últimos anos. Para os demais itens, as respostas foram vagas, sem soluções concretas ou a gestão simplesmente se recusou a abrir um canal de diálogo sobre o problema.

VACINAÇÃO DE TRABALHADORES

Uma das principais reivindicações do último ano diz respeito à vacinação de todos os trabalhadores da educação. Na resposta, a gestão apenas informa que isso já vem ocorrendo, ignorando a situação de grupos específicos que seguem sem vacinação. Esse é o caso de estagiários em final de contrato, de professores que desenvolvem atividades pedagógicas presenciais em outras secretarias, dos que estão em licença para estudo, dos diretores do SISMMAC e do SIMUC e dos profissionais que perderam a data por motivos de saúde e estão tendo o direito à repescagem negado neste momento. A demora na garantia de vacina para esses casos é ainda mais preocupante devido ao anúncio de retomada das aulas presenciais no dia 19 de julho.

A resposta também é vaga para o pedido de testagem periódica dos profissionais da educação e para a garantia de afastamento dos trabalhadores que compõem o grupo de risco da Covid-19. No documento, a gestão afirma que esse afastamento está garantido pelo Decreto 975/2021, o que não é verdade. Esse mesmo decreto prevê a volta ao trabalho presencial de todos os profissionais do grupo de risco que já foram contaminados pelo Coronavírus, independentemente do esquema vacinal. O pior é que a gestão ainda não aceitou debater essa determinação que coloca a vida de servidores em risco.

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