
(Do Valor Econômico)
As exportações do agronegócio brasileiro permaneceram firmes e alcançaram US$ 13,9 bilhões em maio, 33,7% mais que no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Segundo a Pasta, foi um novo recorde para meses de maio, diretamente influenciado pelos elevados preços das commodities em geral no mercado internacional. Mesmo assim, e como já havia acontecido em abril — outro mês de recorde —, a participação do setor nas exportações totais do país caiu para 51,7%, ante 59,5% em maio de 2020, de acordo com cálculos da Pasta. As importações do agro também aumentaram — 45,9%, para US$ 1,2 bilhão —, e com isso o superávit mensal setorial chegou a US$ 12,7 bilhões, com crescimento de 32,7%.
Os embarques de soja e derivados (farelo e óleo) se recuperaram definitivamente do ritmo lento do primeiro trimestre, provocado pelo atraso da colheita do grão nesta safra 2020/21, e registraram aumento de 53,5% em maio, para US$ 8,3 bilhões. “O cenário internacional da soja em grão reflete baixos estoques americanos e elevadas aquisições chinesas. Esse panorama resultou em preços superiores a US$ 16 por bushel na bolsa de Chicago em maio, valor nominal mais alto desde setembro de 2012”, informou o ministério. No total, as exportações de soja em grão do país atingiram o recorde de 16,4 milhões de toneladas no mês passado (a China absorveu 11,2 milhões), 16,3% mais que em maio de 2020, e geraram US$ 7,3 bilhões, alta de 56,3%.
Os embarques brasileiros de carnes (bovina, de frango e suína), por sua vez, chegaram a US$ 1,7 bilhão, 5% mais que um ano antes. Os embarques de carne bovina recuaram 6,9%, para US$ 724,3 milhões, por causa da queda das vendas à China — 16,3%, para US$ 343,2 milhões —, as de carne de frango aumentaram 20,1%, para US$ 642,8 milhões, e as de carne suína foram 11,2% maiores (US$ 251,4 milhões). Mesmo com a desaceleração das compras de carne bovina, a China continuou a ser o principal destino das exportações de carnes em geral do Brasil. Entre os demais grupos de produtos mais exportados pelo agro brasileiro, o de produtos florestais registrou aumento de 22,8%, para US$ 1,3 bilhão, açúcar e etanol avançaram 16,3%, para US$ 899,3 milhões, e café caiu 8,5%, para US$ 474,2 milhões. No total, a China foi o destino de 45,8% da receita dos embarques do agronegócio brasileiro em maio, ou US$ 6,4 bilhões. Exportações de janeiro a maio
Com os fortes aumentos de abril e maio, nos primeiros cinco meses do ano as exportações brasileiros do agro chegaram a US$ 50,2 bilhões, 21,9% mais que em igual intervalo do ano passado. As importações cresceram 15,1% na comparação, para US$ 6,2 bilhões, e assim o superávit foi 23% maior (US$ 44 bilhões). De janeiro a maio os embarques de soja e derivados aumentaram 29,9%, para US$ 23,8 bilhões, os de carnes cresceram 5,7%, para US$ 7,3 bilhões, os de produtos florestais subiram 10,6%, para US$ 5,2 bilhões, os de açúcar e etanol registraram alta de 33,5%, para US$ 3,6 bilhões, e os de café foram 14,4% maiores (US$ 2,5 bilhões). No período, a China foi o destino de 39,6% das exportações totais do agro brasileiro (US$ 19,9 bilhões).
