
Em SP, a ideia seria prevenir gravidez de adolescentes; no mundo todo, evangélicos pregam abstinência sexual “até o casamento”, com proposta de nome similar.
Está causando muita polêmica na Câmara Municipal de São |Paulo o projeto que pretende a implantação no município do programa Escolhi Esperar. Segundo seu autor (de religião não especificada) a proposta é de a municipalidade encampar um programa de prevenção de gravidez entre adolescentes.
O vereador Rinaldo Digilio (PSL) nega que o Escolhi Esperar faça parte de uma pauta conservadora, ou que pregue a abstinência sexual aos jovens.
FUNDAMENTALISMO?
Os oposicionistas de esquerda estão vendo na proposta um viés fundamentalista, o que é negado pelo vereador que, até, propõe-se a mudar de nome do programa, “para evitar más interpretações.

De qualquer forma, o nome – Escolhi Esperar – lembra propostas muito em voga nos Estados Unidos, em igrejas evangélicas conservadoras, e que chegaram há 20 anos no Brasil. Aqui tem adeptos também entre jovens não fundamentalistas, às vezes sob o nome “Eu escolhi esperar”. Há farta literatura em inglês sobre o assunto.
Em meios católicos, há poucos anos, nos domínios do movimento Canção Nova (parte das chamadas novas comunidades, fundada por monsenhor Jonass Abib), muito se pregou esse “ideal de namorados se preservarem castos até o casamento”.
Hoje não se ouve na Canção Nova manifestação sobre o tema, que continua em igrejas evangélicas do país. Uma das igrejas locais onde se formaram grupos do pacto Eu Escolhi Esperar é a Primeira Igreja Batista de Curitiba.
