sábado, 20 junho, 2026
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Opinião de Valor: Vinícius Sgarbe

Vinicius Sgarbe

“Quantos somos, não sei… Somos um, talvez dois, três, talvez, quatro; cinco, talvez nada
Talvez a multiplicação de cinco em cinco mil e cujos restos encheriam doze terras
Quantos, não sei… Só sei que somos muitos — o desespero da dízima infinita
E que somos belos deuses mas somos trágicos.”
—Vinicius de Moraes

Devo a vida a meus pais. Tenho pais e mães em abundância, minha vida é rica desde pequenininho. Eles efetivamente existem dentro de mim, estruturaram o primeiro script da minha vida (deixa para analistas transacionais, o script!).

Renato e Janine são pais e simultaneamente os representantes dos meus outros pais e mães. Meu avô Jorge, pai da minha mãe, é um que me influenciou, tenho também meu pai Carlos Montovani Witkowski, Padre Paulo. Na ala das poderosas vêm Neuza Itioka, Helena Pontes, Nara Moreira, até mesmo a Raquel Borges, a Pantera (estou chocado com o gosto dela por política – risos).

A foto não tem tratamento algum. Sequer acho que a lente realmente tenha voltado boa da manutenção. Mas é o que é. Foge um pouco das minhas convicções estéticas, mas é porque é desse jeito que eles são e eu somente sou eu por causa deles.

*

João Guilherme Sgarbe. Lembro da minha mãe falando em curitibano com ele: “Joãão Guilhér-mee”! Ontem, na sacada, ele continua a saga incendiária. Mencionou “Toy Story”, aquele filme, e pensa em arremessar um Buzz Lightyear em chamas do décimo segundo. Estamos planejando juntos, a mudança dele para cá.

“Espaço, luz, outros ares, João”, argumento. O piá tem vendido bonés, entrega com uma moto 50 cc. Ontem, estava chateado por achar que a máquina mais parece um carrinho de fricção.

Bem, João, venha como está. Acho que agora é com você e comigo.

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