sábado, 20 junho, 2026
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Nome Lerner ao Parque Barigui é o espaço certo para homenagem ao urbanista

Jaime Lerner (Foto: The International Transport Forum/Flickr)

Colocar seu nome no Jardim Botânico, “nunca”, bradam amigos do urbanista, lembrando que àquele espaço Lerner deu o nome de Fanchette Rischbieter, em meio a lágrimas.

 

Um dos mais fieis escudeirros de Jaime Lerner, Gerson Guelmann está sempre com olhos e ouvidos atentos ao que se refira ao ex-prefeito e ex-governador. Ontem à noite, Gerson me telefonou, alegre, claro, com a lembrança que a Câmara teve, ao indicar à Prefeitura o nome de Jaime Lerner para denominar o Parque Barigui. O assunto tinha sido abordado por alguns amigos dele, meses atrás.

Jaime esfriou a ideia, lembrando que não seria legal e nem ético ter seu nome no parque enquanto vivo. Um dos vereadores argumentou, na reunião da Câmara do dia 31 de maio, que “não importa se o Parque Barigui, a Ópera do Arame ou o Jardim Botânico”, mas que o importante é homenagear o revolucionário urbano. Neste ponto da sugestão, incluindo entre as opções o Jardim Botânico, Gerson sinalizou um “não”.

Jaime Lerner e Gerson Guelmann

Lembra que o Jardim Botânico, inaugurado por Lerner, tem o nome de Francisca Maria Rischbieter – Fanchette – E que alterar o nome feriria imensamente a memória de Lerner: – Foi na inauguração do Botânico que registrei uma das raras vezes em que vi Jaime chorar, tal a emoção diante do nome da engenheira, um ser que exerceu enorme papel na vida do urbanista e também por ele nominado de “mordoma” da cidade.

VIGILÂNCIA E CREDIBILIDADE

Fanchette, para conhecimento das novas gerações, mãe de Mônica e Lucas, casada com Karlos Rischbieter, tinha amplo domínio da realidade urbana de Curitiba. Engenheira, aliou-se a outra notável, como Dulcía Aurichio, engenheira da Prefeitura, para dar suporte a Lerner que ia além do meramente técnico. Fala como alguém da família.

Ela era uma espécie de olhos e ouvidos do urbanista, não poucas vezes tendo de ”discipliná-lo” com observações até duras, prudentes , no encaminhamento da revolução urbana de 1971. Outra mulher que teve enorme acústica junto a Lerner – mais precisamente a partir de sua segunda administração e como colaboradora não remunerada, foi Martha Schulman.

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