segunda-feira, 3 agosto, 2026
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REPERCUTINDO: SECRETARIA DE MOBILIDADE É SURPRESA QUE PREFEITURA GUARDA “A SETE CHAVES”

 

Nova pasta ficaria com a URBS, parte do IPPUC e todas as atribuições da SETRAN.

Na semana, esta coluna noticiou que o prefeito tem estudos adiantados com vistas a retirar da Guarda Municipal o poder de multar no trânsito, tarefa que passaria para a URBS. O estudo, sabe-se, além de criar desgaste do alcaide com a GMC, já estaria indicando novas frentes jurídicas de luta. Assim, vereadores estudam a possibilidade, se alteração for consumada, de entrar na justiça, alegando que uma companhia estatal não tem constitucionalmente poder de multar.

Ao mesmo tempo, cresce, em setores da Secretaria de Governo da Prefeitura, comandada por Luiz Fernando Jamur, um braço forte ao lado de Greca, a “ideia” de criação da Secretaria de Mobilidade Urbana, acolhendo um dos temas mais caros (e que mais votos renderam) ao deputado Goura, o segundo candidato mais bem votado para prefeito de Curitiba.

Luiz Fernando Jamur. Foto: Maurilio Cheli/SMCS

“A mobilidade urbana é nome de forte apelo junto ao eleitor jovem, assim como meio ambiente”, lembra um técnico da Prefeitura, indicando o víeis político possível da aventada mudança.

Deputado Goura

 DESENHO SURPRESA    

O desenho da nova Secretaria, um assunto que Greca de Macedo vinha examinando muito sigilosamente com gente de sua mais próxima confiança (com Giovani Gionédis, agora em São Paulo, cuidando da sua saúde) poderá surpreender.

O que dizem fontes da Prefeitura é que a nova pasta ficaria com todas as competências da SETRAN, “abrigaria” a URBS e até mesmo uma fatia do IPPUC. Todas essas possibilidades ainda sem maiores detalhamentos, assunto  que a coluna investiga.

PROBLEMÁTICA URBS    

A URBS, que aparece como “pomo da discórdia”, mas que acabaria gerando indiretamente a nova Secretaria, é considerada uma empresa inchada, com um quadro funcional além das suas necessidades, pagando altos salários e sem executar uma política administrativa empresarial.

O caixa gerado pelos estacionamentos, os 4% dos vales transportes, aluguéis – fontes de renda da  companhia não são suficientes para cobrir situaçoes de déficit de caixa. “Isso sem contar as comoções intestinas nos quadros da companhia, o que muito prejudica sua ação, com brigas intrnas entre funcionários”, diz ex-diretor da URBS.

 

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