sábado, 1 agosto, 2026
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ENTIDADES MÉDICAS RECHAÇAM ‘TRATAMENTO PRECOCE’ PARA COVID-19

Da Época

A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) reforçaram, em nota conjunta divulgada nesta terça (19), que não há evidências científicas sobre ‘”tratamento precoce” para Covid-19, propagado pelo Ministério da Saúde e pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em mais de uma ocasião.

No documento, as entidades afirmam que “as principais sociedades médicas e organismos internacionais de saúde pública não recomendam o tratamento preventivo ou precoce com medicamentos, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

“A desinformação dos negacionistas que são contra as vacinas e contra as medidas preventivas cientificamente comprovadas só pioram a devastadora situação da pandemia em nosso país”, escreveram. “As melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no ‘tratamento precoce’ para a Covid-19 até o presente momento”, acrescentaram.

Nesta segunda (18) o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse, em coletiva, que o governo recomenda “atendimento precoce” e que as expressões podem ser confundidas. Em atos públicos, no entanto, o governo preconizou o chamado tratamento precoce, baseado em medicamentos como cloroquina e ivermectina, cuja eficácia contra

No posicionamento, as entidades coronavírus não é comprovada. Também parabenizaram a Anvisa, pela análise técnica célere para o uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford, e os pesquisadores que participaram dos estudos clínicos no Brasil. Elas afirmaram que a autorização “enche de esperança, expectativa e otimismo”.

“As vacinas têm o potencial de evitar a Covid-19 grave, evitando internamentos hospitalares, necessidade de oxigenioterapia, admissões em unidades de terapia intensiva e óbito e, assim, controlarmos a pior crise sanitária dos últimos cem anos”, ressaltaram. Por fim, AMB e SBI destacaram que, mesmo com o início da vacinação, ainda são necessárias as medidas preconizadas pelas autoridades de saúde para controle da pandemia, como uso de máscara, distanciamento social e higienização.

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