
O Ministério da Saúde entregou à Controladoria-Geral da União e ao Tribunal de Contas da União o acesso integral a documentos que embasam o contrato firmado entre o governo federal e o Instituto Butantan para a aquisição de 100 milhões de doses da Coronavac, a vacina produzida pelo laboratório paulista em parceria com a chinesa Sinovac. Os arquivos, mantidos em acesso restrito na pasta comandada por Eduardo Pazuello, serão avaliados por três servidores do TCU e dois da CGU. O objetivo é a fiscalização da compra, o que tem sido praxe durante a pandemia da Covid-19. Ao todo, o Ministério da Saúde empenhou 2,6 bilhões de reais para a aquisição do imunizante chinês produzido em São Paulo. Na terça-feira, o Butantan anunciou que a Coronavac alcançou 50,38% de eficácia global na imunização contra o coronavírus. De acordo com o laboratório ligado ao governo de São Paulo, a vacina impede casos graves da doença em 100% dos voluntários estudados pela instituição. A Anvisa decidirá até o final desta semana se autoriza ou não o uso emergencial do imunizante.
Governo diz ter 80 milhões de agulhas e seringas
O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira, 13, que estados e municípios têm um estoque de 80 milhões de agulhas e seringas para iniciar a campanha de vacinação contra a Covid-19. Os dados, apresentados em coletiva de imprensa, foram repassados ainda ao Supremo Tribunal Federal, o STF. Em dezembro, um pregão aberto pela pasta para a compra desses itens fracassou. O ministério buscava a aquisição de 331 milhões de agulhas e seringas, mas conseguiu somente 7,9 milhões de unidades dos produtos. A abertura de um novo edital está prevista para a próxima sexta-feira, 15. Neste processo, a pasta chefiada por Eduardo Pazuello tentará garantir mais 290 milhões de unidades de agulhas e seringas.
(Fonte: Revista Crusoé)
