
Enquanto isso, o governador do Estado determina mobilização geral em defesa dos paranaenses contra a pandemia.
O governador Ratinho Junior faz um apelo pela unidade contra a pandemia. Gesto que está de acordo com o feitio humano desse homem público. Bem o contrário disso, o prefeito de Curitiba , Rafael Valdomiro Greca de Macedo, decreta fechamento dos hospitais a cirurgias eletivas, enquanto mantém abertos os grandes focos de geradores da Covid-1, bares e casas noturnas. Aliás, posição em choque com as recomendações da OMS, que sugere se cortem até as manifestações públicas pelo Natal.
A propósito: a Prefeitura começou a festejar o Natal com aglomeração enorme no Jardim Botânico…
Assim caminha a cidade, também com a secretária de Saúde de Curitiba voltando a aparecer – depois do sumiço notável durante o período pré-eleitoral. Agora assina manifesto pedindo cautelas da população contra o vírus.
ÍNDICE DE CONTÁGIO
Fatos concretos estão aí mesmo para julgamento e cuidados dos brasileiros de um modo geral. O mais alarmante: hoje o país apresenta assustador índice de contágio de 1,30 por pessoa. Deveria ficar em, no máximo,
É REPIQUE
Temos um repique da pandemia, não uma segunda onda. Infectologistas sérios garantem que nunca superamos a primeira onda. Portanto, não se fale em segunda onda. Para que não ocorra no Brasil o que aconteceu na Suécia, país modelar, 10 milhões de habitantes, cujo ministro da Saúde chegara a declarar que de lá a pandemia tinha quase sumido. Agora o infectologista sueco está fazendo pública meã culpa, coisa que nunca veremos de autoridades curitibanas.
CASO DA SUÉCIA
Hoje Estocolmo lamenta a rápida ascensão dos contágios e mortes pelo Corona, depois de ter zombado, é certo, de uma série de medidas essenciais, como isolamento social.
No Paraná todo, a pandemia assusta. UTIs de hospitais estão no limite de suas possibilidades. Alguns hospitais, como o Marcelino Champagnat – não atende pelo SUS – chegou a fechar seu Pronto Atendimento para se concentrar nos atingidos pela Covid.
VACINA POLÍTICA
Esse quadro múltiplo, e por vezes confuso, da pandemia, exibe outras situações absurdas, como a das discussões políticas sobre a vacina contra a Covid. Deve ela ser de origem chinesa? Ou jamais chinesa?
Doria e o presidente Bolsonaro se enfrentam já não mais discretamente nesse front. Uma voz de bom senso, agora surge. É o ministro do STF, Lewandowski, que brada contra a politização do tema vacina, lembrando que o que está em jogo são vidas humanas, o grande patrimônio do país. E que já 170 mil morreram da Covid.
GRANDE APOSTA
Não sei se embalados por visões políticas, ou sendo meramente técnicos, alguns especialistas, segundo registra o Estadão de hoje, 25, dizem que o país deve apostar tudo na compra das vacinas de Oxford e da Coronavac/Butantan (chinesa), cuja eficácia teria sido amplamente comprovada.
SPUTNIK
Quanto à vacina russa, em que o governo do Paraná aposta, as mesmas fontes do jornal dizem que a Sputnik é eficiente. Mas que a hora é das outras duas citadas. Mas a russa é mais barata.
No meio do quadro assustador, surgem outras vozes de bom senso.Uma delas, por seu peso, a esposa do deputado Carlos Bolsonaro, que em declarações públicas considerou loucura alguém ficar contra vacinação. Coisa de doido, sugeriu a psicóloga, sem se preocupar se, eventualmente, estaria atingindo a familiares.

