
A defesa do senador Flávio Bolsonaro informou nesta terça-feira, 27, que pediu à Procuradoria-Geral da República que investigue funcionários da Receita Federal por supostas ações ilegais contra o filho 01 do presidente Jair Bolsonaro. As advogadas do parlamentar apontam o que chamam de “devassa irregular” em informações sigilosas de Flávio que teria levado à produção de relatórios que o colocaram no centro da investigação sobre a operação de esquemas de rachid na Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj.
A intenção é que a apuração que mira o congressista seja anulada. De acordo com a defesa, a notícia-crime requer que “sejam apurados os inúmeros delitos contra ele praticados, bem como descobertos os partícipes da verdadeira quadrilha que lá atuou por tanto tempo violando, covarde e clandestinamente, inúmeros direitos do parlamentar, usando senhas invisíveis e pessoas que funcionavam como verdadeiros fantasmas na execução desses ilícitos”.
As suspeitas das advogadas de Flávio Bolsonaro foram tratadas com autoridades durante uma reunião no Planalto. Participaram do encontro o presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem. A conversa não consta das agendas oficiais das autoridades.
MAIS UM MAIA
A Câmara aprovou na tarde desta terça-feira, 27, a indicação de Mário Henrique Nunes Maia para uma vaga no Conselho Nacional de Justiça, o CNJ. Filho do ministro Napoleão Nunes Maia, do Superior Tribunal de Justiça, o advogado recebeu os votos de 364 parlamentares . Na disputa, Maia contou com o apoio de 12 partidos, do Centrão ao PT. Ele concorria com Cesar Augusto Wolff, indicado pelo Novo, e Janaína Paiva, escolhida pelo PSOL.
BANHO-MARIA
O autor da PEC da Segunda Instância, Alex Manente, do Cidadania, denunciou nesta terça-feira, 27, a resistência de setores do Congresso à proposta de antecipação da execução de penas. “A cada dia, sabemos de novas ações contra a aprovação dessa PEC”, contou o deputado federal, durante um seminário sobre sistemas judiciais internacionais.
“Setores do governo e da esquerda têm usados todos os argumentos para deixar a PEC em banho-maria. Mas vamos resistir e continuar lutando”, acrescentou o parlamentar.
GUEDES E A COVID
O ministro da Economia, Paulo Guedes, participa na quinta-feira, 29, de audiência na comissão instalada no Congresso para o acompanhamento da execução de medidas de combate ao novo coronavírus .
De acordo com o Porta Siga Brasil, mantido pelo Senado, o governo federal autorizou 605 bilhões de reais em despesas para o enfrentamento da crise. Até agora, 457,9 bilhões de reais foram efetivamente pagos — o equivalente a 75,6% do total.
(Revista Crusoé)
