
Há duas semanas a coluna citou que Fressato, motorista de Margarita Sansone – empregado de empresa terceirizada – também estava com Covid, detectada logo que a idosa, 78, fora internada. Depois, soube-se que outra pessoa, uma auxiliar direta de Margarita, também foi infectada pela Covid.
Os dois não tiveram a sorte da chamada primeira dama e do prefeito: foram tratados em “vala comum”, sem a expertise de um grande infectologista como é o Dr. Clovis Arns Cunha.
O motorista morreu nesta semana.
Esse fato me lembra de como um homem público com feições de estadista, Jaime Lerner, tratava os que o serviam: anos atrás, estando no exterior distante, Lerner, quando soube, certa feita, que Ceccon, o motorista que o serviu por anos, estava sofrendo cirurgia cardíaca, providenciou à distância todo bom atendimento àquele que por anos o acompanhou no dia-a-dia.
NESTOR B.MARAGON, Curitiba
