
Um deles, apenas, bradou em alta voz que não aceita dinheiro do fundo eleitoral.
Andam lá pelos mil os candidatos e candidatas a vereador de Curitiba. Tem gente de todo tipo, intenções e qualificações. Um deles já declarou que quer mesmo é receber um bom salário, que avaliou, erradamente, ser de R$ 8 mil. Na verdade, é muito mais dinheiro, afora benesses como carro à disposição. E se acertarem com os canais da Prefeitura, vereadores poderão nomear (é praxe, infelizmente, na vida pública de Curitiba) seus apaniguados com altos salários.
Há candidatos muito qualificados, com graduação e pós em universidades tipo USP, caso do Professor Euler. Há candidatos e candidatas portadores de currículos modestos, alguns com formação apenas no primeiro grau de ensino. E, também, outros que mal assinam o nome e são incapazes de expressar suas ideias ordenadamente. Preço da democracia capenga à brasileira.
PROPOSTAS CLARAS
E há, também, os que têm propostas claras, gente que está dizendo o que pretende fazer na Câmara. Esses, no entanto – é uma pena – não têm acentuado devidamente essas pretensões. De qualquer forma, os candidatos (as) com bandeiras bem definidas ganham voto, sem maiores dificuldades, é minha conclusão.
É o caso, por exemplo, de Rafael Lopes (Ragulo), do PP, 11 550., 34,anos, formado em Direito e radialista, com um canal de forte repercussão no youtube..
Afilhado e sobrinho do deputado que é voz inconfundível da Rádio Banda B, Luiz Carlos Martins, Rafael Lopes foi claro em sua mensagem inicial: “Não aceito dinheiro do fundo eleitoral para usar em minha campanha”. A repercussão foi grande. Não ouvi declaração semelhantes de outros candidatos (a). O candidato deve repetir, muitas vezes, esta decisão exemplar, que faz o seu diferencial.
CURSINHO DE EULER
Euler, por exemplo, é uma voz de grande ressonância na sociedade curitibana, pois há muitos anos é professor muito acatado de Exatas no Curso Positivo. Ele não precisa acentuar muito suas bandeiras. Tem um portfólio exemplar de defesa da cidade, contra desmandos da Prefeitura, que vai pulando sobre o legal.. Professor Euler não precisa de padrinhos, até é considerado é tido como rebelde dentro do PSD.
O mesmo não acontece com o reverendo presbiteriano do Brasil Izaias Meirelles, que tem um padrinho de alto coturno, seu amigo e também reverendo calvinista Juarez Marcondes, o titular da Igreja Presbiteriana do Brasil localizada na Rua Comendador Araujo, em Curitiba.
MUNDO DA RELIGIÃO
Marcondes, um dos líderes nacionais da IPB e poderoso dirigente do Instituto Educacional MacKenzie (com atuação no país todo, em Curitiba sendo dono do Hospital Evangélico e do seu curso de Medicina), expõe-se totalmente em favor do também pastor Izaias Meirelles. “É uma excelente opção para ocupar vaga na Câmara Municipal de Curitiba”, declara Marcondes.
O pastor concorre com o número 70.0.70. O universo dos candidatos (as) é enorme, como a bem preparada Indiara Barbosa, que concorre pelo partido NOVO, com propostas consistentes na área da administração pública.
CLASSE MÉDIA
O PSD de Euler tem outro candidato com forte apelo nas classes alta e média. É o advogado Paulo Demchuck, ex-diretor do Graciosa Country Club. Ele, se eleito, poderá ser um excelente fiscal do interesse público. Como cidadão comum, por exemplo, já mostrou quão vigilante é com relação a desmandos do atual alcaide.
TÁBATA: JUVENTUDE
Mas há outros, mais jovens, cheios de ambição e projetos, como Tábata Uhlike, filha de Jane Marie Uhlike. Ela conta com o forte capital de relacionamento da mãe, que por dezenas de anos atuou como chefe de gabinete de deputados na ALEP, e conhece como poucos a cidade e seus problemas.
ALEXANDRE LEPREVOST
As propostas de Tábata envolvem e especialmente a defesa do meio ambiente e o fortalecimento de políticas municipais para o atendimento da juventude, sobretudo, a abertura de canais de emprego.
Outro que tem padrinho, embora seja muito discreto nessa condição, é Alexandre Leprevost. Ele quer ser vereador. Conta com parte do universo de amigos e eleitores de seu irmão, Ney Leprevost.
