
Já imaginaram Jaime Lerner gravando apoio para algum(a)candidatura a Prefeito nas próximas eleições em Curitiba? Depois de gravar mensagem de apoio para a candidatura de Gerson Guelmann à vereador, alimentaram-se as esperanças de uns e outros em sacudir a presente campanha eleitoral que foi ainda mais desestimulada com a debochada pesquisa do Ibope divulgada nos últimos dias.
Considerado um verdadeiro mito político, embora jamais tenha aceitado a imagem política, o arquiteto e urbanista, justiça seja feita, nas atuais circunstâncias seria um nome capaz de causar verdadeiro reboliço em uma disputa onde o “já ganhou”se instalou há algum tempo.
EM 1998 Voltemos a 1988, quando o eleitorado curitibano foi surpreendido pela renúncia de Eneas Faria e, numa campanha de apenas 12 dias, Lerner e Algaci Tulio, tiveram vitória memorável.
Esta recordação presente na memória dos curitibanos e paranaenses, poder ter representado a primeira caminhada política de Lerner que mais tarde virou governador, volta à lembrança como mais um elemento surpresa capaz de mudar o rumo da presente campanha política.
Mas, qual o motivo de uma expectativa de tal envergadura? Pelo fato de que, mantido como um ídolo que virou mito, Lerner poderia dar apoio a qualquer candidato, menos ao prefeito Rafael Greca, que concorre à reeleição.
PESQUISA IBOPE
Impacto colocou em destaque esta possibilidade de apoio de Lerner na campanha à Prefeitura de Curitiba nestas eleições, baseado em encontro onde esta hipótese foi levantada como o maior fator surpresa para sacudir a presente disputa, cujas previsões e até pesquisas de encomenda cantam, em prosa e verso, a vitória de Greca, ainda no primeiro turno.
O desestímulo que tomou conta dos demais candidatos se fez sentir de imediato a divulgação da pesquisa do Ibope, pela RPC, que deixou no ar a suspeita de contribuir para que a campanha eleitoral termine antes mesmo de começar.
O alimento para esta hipótese foi a gravação de uma mensagem de apoio de Lerner para seu companheiro, Gérson Guelmann, que vai concorrer a uma cadeira na Câmara Municipal nestas eleições.
Um apoio deste tipo por parte do urbanista, seria um verdadeiro tapa de luva no alcaide que, embora pregando ter sido “a melhor criação de Lerner”o traiu no momento em que se abraçou politicamente com Roberto Requião, um dos maiores críticos do “Jeime” como ele identificava o ex-prefeito e ex-governador.
GRECA REJEITADO
Na raiz desta situação de desconforto para o prefeito Rafael Greca, está mais um episódio que deixou as claras as diferenças políticas que no passado foram sepultadas em nome de uma convivência social.
Participando da campanha eleitoral de 2016, Greca em uma sabatina na Gazeta do Povo citou Fani Lerner, a saudosa esposa de Jaime Lerner, e recebeu uma dura manifestação de Ilana Lerner que, através das redes sociais, deixou clara sua irritação com o então candidato a prefeito ao se referir a sua mãe, pessoa que segundo a filha havia ficado anteriormente bastante magoada com o afilhado político de seu marido por conta da traição praticada por Greca ao aliar-se com o inimigo, Roberto Requião.
Ilana que nunca mais voltou a falar no assunto, deixou clara, porém, a separação de Lerner e Greca, figura política que ela não engole.
NADA OS LIGAS HOJE
O mundo político Lerner-Greca nunca mais foi o mesmo, embora uns e outros sempre tentassem aliviar a pesada imagem que os envolve.
Para demonstrar sua simpatia com o inimigo de Lerner, Greca em 2017, durante uma solenidade envolvendo Procuradores Municipais, onde Sergio Moro foi homenageado, e Lerner seria o orador convidado, tão logo o mesmo foi anunciado o alcaide deixou o rescindo em ato considerado deselegante para aqueles que não conheciam e nem conhecem, ainda, os antecedentes desta separação politica.
Greca se desculpa, naturalmente, alegando que em uma disputa pela prefeitura quando foi candidato, Lerner deu apoio a Beto Richa e causou sua derrota.
Dali em diante, embora disfarcem por conveniência social, tanto Lerner quanto Greca nunca deixaram de manter clara as suas divergências.
Daí a motivação que agora, levantada com a hipótese de Lerner fazer algum pronunciamento de apoio para alguém ou para todos os adversários do alcaide, pode se transformar na grande bomba desta campanha eleitoral, assunto que o Impacto destaca na edição desta semana.
Nas redes sociais uma mensagem que certamente faz o eleitor pensar e analisar os diversos reflexos causados por ela.
Trata-se do desgaste sofrido pela classe política e que se acentuou nos últimos tempos, quando nem a pandemia conseguiu refrear o ânimo pela corrupção por parte de vários integrantes desta categoria.
Sem dúvida, um recado que dá muito o que pensar.
Ao saber que a família de Sergio Moro o estaria pressionando para ficar distante do.
Brasil por algum tempo, evitando o desgaste a sua imagem, tendo em vista o interesse político em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para cutucar a onça com vara curta.
Lembrou que mesmo em seus piores momentos, até ser preso por um ano e sete meses pela República de Curitiba, nunca aceitou sair do Brasil.
Dizendo que esta prática por parte dos “poderosos”da Lava Jato está se tornando moda, Lula recordou que ao se sentir pressionado o Procurador Deltan Dallagnol também tirou o time evitando a repercussão negativa para sua imagem.
Lula que vem sem do inocentado em algumas ações da Lava Jato, atribui estes dois procedimentos como covardia em enfrentar situação desconfortável.
“PAPA MAMONA”
Situação desconfortável para conhecido marqueteiro que não conseguiu, ainda, mostrar o serviço que dele se esperava, comprado pela imagem de sucesso em campanhas políticas na capital e interior.
Como nunca foi de jogar a toalha, mesmo nos piores momentos, ou o dito cujo estaria com uma carta na manga que poderá colocar na mesa a qualquer momento, ou as promessas financeiras de determinado candidato não foram até agora cumpridas.
No início de uma campanha política que começou fria, não chegou a ficar morna, e muitos imaginam que pode explodir a qualquer momento, o desconforto do conhecido marqueteiro estaria motivando muitos comentários na campanha do alcaide.
Dois bocudos que andaram se bicando nos últimos dias, através das redes sociais.
Requião que identificou o guru de Bolsonaro como um sarro, recebeu como resposta “vai cagar no mato.
Chamado de Papa Mamona, por Olavo Carvalho, o dito cujo respondeu o mesmo afirmando que “o seu amor pelo bolso é um amor de mula”, completando com a afirmação de que “Olavo está mordendo o freio e tentando cuspir o bridão”.
Embora fora das políticas, o aposentado do Bigorrilho continua tentando através das redes sociais aparecer para o público.
