terça-feira, 28 julho, 2026
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NACIONAIS: RENAN NA MIRA

Ministra Rosa Weber e senador Renan Calheiros

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, abriu uma nova investigação sobre o senador Renan Calheiros, do MDB. Desta vez, o ex-presidente do Senado está sob suspeita de ter beneficiado o empresário Richard Klien, da Multiterminais, gigante do setor portuário . Doador de campanhas petistas e emedebistas, o executivo teria firmado contratos fictícios com o operador do MDB no Senado, Milton Lyra, para fazer o dinheiro chegar a Renan. A investigação nasceu da força-tarefa Postalis, que investiga fraudes no fundo de pensão dos Correios. Seguindo o rastro das operações de Lyra, os procuradores chegaram a Renan. Um delator, cujo nome é mantido em sigilo, contou que enquanto esteve preso na cadeia pública de Benfica, no Rio de Janeiro, presenciou uma discussão “ríspida” entre Lyra e o empresário Arthur Pinheiro Machado a respeito de um jantar em sua casa. No jantar, Lyra e políticos teriam falado sobre o favorecimento ao empresário Richard Klien em concessões portuárias.

2 – Os clientes dos doleiros: igreja e funcionário do BC. A Polícia Federal listou entre os clientes de um grupo de doleiros em Pernambuco, responsável por movimentar cerca de 200 milhões de reais , um servidor do Banco Central e a Igreja Mundial do Poder de Deus. As informações estão na decisão do juiz Cesar Cavalcanti de Carvalho, da 13ª Vara Federal de Pernambuco, que autorizou a Operação Amphis e as buscas em treze endereços na sexta-feira, 9. O líder do grupo investigado seria o doleiro Manoel Leal. Segundo a decisão, a Igreja Mundial do Poder de Deus se valeu entre 2011 e 2014 dos serviços dos doleiros para trazer ao Brasil 239 mil reais. Os operadores, diz um trecho da decisão, mantinham contas bancárias no Brasil e nos Estados Unidos em nome de terceiros, inclusive de pessoas que não existiam. Por meio delas, os doleiros enviavam dinheiro para os Estados Unidos e traziam recursos para o Brasil sem precisar passar pelo sistema financeiro oficial.

3 – As armas dos candidatos a prefeito de SP. O início do horário eleitoral na televisão deu mostras de quais são as armas que os candidatos a prefeito de São Paulo vão usar durante a campanha para tentar vencer a eleição de novembro e assumir o comando da maior cidade do país, com mais de 12 milhões de habitantes. Como é praxe no receituário do marketing eleitoral, os candidatos utilizam os primeiros programas no rádio e na TV para se apresentarem ao eleitor, explorando histórias pessoais e vinculando suas imagens a padrinhos políticos ou cabos eleitorais famosos que possam influenciar na escolha das pessoas.

4 – Ministro do STJ nega pedido de Flávio. O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, negou um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro , do Republicanos, para anular as decisões do juiz Flávio Itabaiana Nicolau no inquérito que apura a operação de um esquema de “rachid” no antigo gabinete do filho 01 de Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio. A defesa do parlamentar argumentou que, como o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio assegurou o foro privilegiado a Flávio no caso, os atos da primeira instância deveriam ser revogados. Em princípio, no último mês, o ministro já havia negado uma liminar para invalidar as decisões do titular da 27ª Vara Criminal do Rio. Agora, Fischer reiterou a posição com base em um parecer em que a Procuradoria-Geral da República diz ser contrária ao pedido dos advogados. O ministro avaliou que as decisões de Itabaiana não causaram prejuízos para Flávio.

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