
Aroldo,
A afirmativa de que “Feliz Ano Novo” do Rubem Fonseca é o melhor conto da literatura brasileira é ignorante e indigna de fanático de futebol nascido ontem. “Feliz Ano Novo” (FAN) sequer é o melhor conto do Rubem. Muito melhor que o Rubem e o Dalton, juntos, somados, é o MACHADO DE ASSIS! Que tem melhor estilo, mais humor (a dupla caipira Rubem-Dalton não tem humor), mais leitura, mais poder de observação, análise, mais profundidade, para não falar da sugestão, numa palavra, gênio; Rubem e Dalton são talentosos, não genais. (A crônica O VELHO SENADO vale por toda a obra do Rubem e do Dalton).
abs. Nêgo Pessôa.
p.s.
Rubem quando acerta ultrapassa o Dalton, mas o Dalton não tem altos e baixos.
Além de ser poeta&cronista, o que não é o caso do Rubem, que decai desde a publicação do LÚCIA McCARTNEY. Seus dois primeiros livros – OS PRISIONEIROS, COLEIRA DO CÃO (da primeira metade dos 60s) são os meus preferidos, mas isto também é somente uma opinião. Ah! Como romancista o RF é absolutamente de 2º time. Em tempo; Daltina, como a ele se referia o Ernani Gomes Correa, como Machado de Assis, é traduzido para “oropa, frança, bahia”; não é o caso do RF.
CARLOS ALBERTO, “NÊGO PESSOA”, Curitiba
BIOGRAFIA DE WILSON BUENO

Prezado Aroldo:
Agradeço-lhe pela deferência de me incluir no Vozes 7. Já reservei a data.
Estarei lá.
Aproveito para lhe informar que trabalho na biografia de Wilson Bueno e, oportunamente, gostaria de ouvi-lo pois, nas palavras do próprio Wilson, você lhe foi ajuda essencial quando ele retornou do Rio, em fins de 1977.
E também aproveito para lhe pedir uma nota em sua prestigiosa coluna, inclusive solicitando aos leitores que tiveram alguma relação com o Wilson, ou sabem alguma história relacionada com sua vida e obra, que me procurem por e-mail ou telefone.

Não sei se você sabe, mas o Wilson e eu fomos o melhor amigo um do outro nos anos finais da infância e na adolescência, entre 1959 e 1966. Na Rua Augusto Stellfeld, entre Desembargador Motta e Presidente Taunay, onde fomos vizinhos, construímos os alicerces do que viríamos ser nas décadas seguintes. Líamos e escrevíamos compulsivamente. Era o que nos unia em nossos encontros diários, em nossas caminhadas pelo bairro. Aos 10 anos de idade produzimos o jornal “O Rui Barbosa”, impresso na Biblioteca Pública em mimeógrafo e tinta e papel jornal. Em 1967 ele radicalizou sua intenção literária e foi par o Rio. Eu radicalizei minha opção política e entrei na luta contra a ditadura. Mais tarde, entreguei-me ao jornalismo.
Voltaríamos a nos encontrar 11 anos depois.
Bem, caríssimo, é isso.
LUIZ MANFREDINI, Curitiba
PS: Em anexo, o folder do projeto biográfico que está pleiteando inscrição na Lei Rouanet.
CASSIANA AGRADECE
Que belo livro será (Vozes do Paraná 7). Estou em Roma e envio daqui meus parabéns.
Abraço,
CASSIANA LÍCIA DE LACERDA, Roma
NB: mensagem da professora e historiadora a propósito do convite que recebeu para lançamento de Vozes do Paraná 7.
SESC DA ESQUINA

Prezado amigo Aroldo,
Parabéns pelas lembranças de obras memoráveis de Curitiba, frutos dos projetos de nosso maior arquiteto, o dr. Rubens Meister.
Gostaria apenas de incluir, no rol dos seus projetos para obras magníficas em Curitiba, o prédio e o teatro do SESC da ESQUINA, na confluência das ruas Visconde do Rio Branco, Augusto Stellfeld e Prof. Fernando Moreira.
Esse projeto inovador (1983/1984), cuja obra foi inaugurada em 13.set.1985, teve a participação do arquiteto Elias Lipattin, que fazia parte (ou ainda faz, não sei) de seu escritório.
CARLOS ALBERTO SOTTI LOPES,
Advogado – SESC Paraná
(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)
