
LINHA VERMELHA, UMA VERGONHA
“Não acho que devemos chamar mais de Linha Verde. É uma linha vermelha, pois a gente fica vermelho de vergonha por ter uma obra na cidade que tem demorado tantos anos para ser concluída”, afirmou João Guilherme de Moraes, candidato do NOVO a prefeito de Curitiba, quarta (2), em live no Facebook com o jornalista Herivelto Oliveira.
22 QUILÔMETROS
A obra nos 22 quilômetros da antiga BR-116 começou em 2007, na gestão de Beto Richa. De olho na reeleição, Richa apressou a obra, que vai do viaduto da BR-277 até o Pinheirinho, deixando vários cruzamentos, que viraram verdadeiros gargalos na via, responsáveis pela lentidão ao longo da nova avenida.
NO ATUBA
Já o trecho norte, que vai da BR-277 até o Atuba demorou para sair do papel. Várias gestões depois, a obra ainda não foi concluída, com denúncias de erros no projeto e contra empresas vencedoras da licitação.
R$ 500 MILHÕES
Orçada inicialmente em R$ 213 milhões, quase 15 anos depois, e cerca de R$ 500 milhões gastos na obra, os curitibanos ainda convivem com congestionamentos no trânsito na artéria que prometia agilizar a ligação
norte-sul de Curitiba. “Em outras partes do mundo, obras gigantescas são feitas no período da noite e são concluídas em pouco tempo. Por que no Brasil isso não pode ocorrer?”, disse Dr. João Guilherme. “A Linha Verde tem nós viários que vamos ter de desatar.”
