segunda-feira, 25 maio, 2026
HomeMemorialNO “PARABÉNS” AO SECRETÁRIO, RESTOU TRISTE CENÁRIO DE COSA NOSTRA

NO “PARABÉNS” AO SECRETÁRIO, RESTOU TRISTE CENÁRIO DE COSA NOSTRA

O delegado Guilherme, da Defesa Civil, não tem culpa. Culpados da sessão “obsequiosa” foram os cidadãos que a promoveram, donos de currículos nada exemplares…

Guilherme Rangel: aniversariante. Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

Na quarta-feira (19), logo pela manhã, o clima na Secretaria da Defesa Social e Trânsito da Prefeitura de Curitiba começou em ritmo de festa. O experiente delegado Guilherme Rangel estava comemorando seu
aniversário. Daí o cheiro de festa, com funcionários munidos de várias intenções preparando o parabéns ao policial.

“Todo o staff superior da secretaria estava reunido, o cenário chegava a parecer um filme da máfia”, disserta Dona Matilde da Luz à Coluna/Blog, para esclarecer:

COLORIDO SIMBÓLICO

“Desse clima lembrando uma festa de mafiosos, as claras exceções no cenário eram o secretário Guilherme  e seu afilhado que assumiu a função anteriormente ocupada por Kayan Acassio, como Ouvidor. A maioria dos demais integrantes dessa confraternização tem currículo sujo, com participação em alguma irregularidade na administração pública, no Governo Greca de Macedo e em outros governos”.

Para Matilde, resta uma observação: “Claro que houve gente limpa e pessoal da arraia miúda que quis cumprimentar Rangel. Mas essa gente quase não conta politicamente. É massa de manobra, apenas, do alcaide e seu entourage…”

A FICHA TÉCNICA

A seguir, a diligente dona Matilde e suas fontes na Procuradoria Geral do Município vão enumerando a “ficha técnica” de alguns dos presentes à manifestação que, acredito, deu impressão de tentar limpar a barra com o correto policial:

– Wagnelson de Oliveira, subsecretário, envolvido na fraude (ou, como queiram, roubo) de horas extras e na retirada de invasão nas terras do ex-governador Jaime Canet em Pontal do Sul, na primeira administração Greca;

Carlos Celso, comandante da Guarda Municipal. Foto: Chico Camargo/CMC

FORA DO EXPEDIENTE

E olha que o novo Ouvidor da GM já deve estar de olho nele, pois Wagnelson costuma durante o horário de expediente realizar avaliação particular de tiro, trabalho particular: avalia candidatos ao porte de arma de fogo numa empresa especializada em treinamento de tiro.

O subsecretário, é bom lembrar,  é o chefe do guarda municipal Jonatas Silva, o marido da vereadora Fabiane Rosa, aquela que responde na justiça por crime de “rachadinha”, a inominável “contribuição” de parte dos salários de seus funcionários à parlamentar.

O moço – lembram-se? – está em período probatório na GM, mesmo assim o alcaide Greca de Macedo presenteou-o com cargo de gerente da GM, para retribuir a fidelidade da neo-aliada Fabiane.

COMANDANTE DA GUARDA

A seguir:

– Carlos Celso dos Santos Júnior, comandante da Guarda Municipal de Curitiba. Envolvido também na fraude (roubo) de horas extras; e igualmente  tendo sido citado como envolvido, de alguma forma, na morte
do guarda municipal Francisco Candido Naldony, anos atrás. Não é condenado, esclareça-se, mas ficou numa situação pelo menos suspeita no caso Naldony.

CORREGEDOR DA GMC FOI PUNIDO PELA OAB

– Delvânio Speck de Miranda, Corregedor da Guarda Municipal de Curitiba, envolvido na criação de uma associação fraudulenta que recebia dinheiro indevido dos seus associados (guardas municipais). Foi punido com 90 dias de suspensão e expulso do quadro da OAB, lembram-se? Pois dona Matilde e fontes da PGM lembram-se bem  dele e têm documentos detalhando a punições recebidas por Delvânio.

DEFESA CIVIL

– Nelson de Lima Ribeiro, coordenador da Defesa Civil Municipal, outro participante do inominável fraude de  horas extras e na retirada de invasão nas terras do ex-governador Jaime Canet, ato totalmente arbitrário, sem mandado e fora da jurisdição da GM. Tudo para agradar ao então alcaide Greca.

Cleusa Pereira, “educadora” da GMC. Foto: Luiz Costa / SMCS

“EDUCADORA” CLEUSA

A nominação dos presentes à festa armada para o delegado Guilherme teve outros atores dessa “comédia de artes”, segundo dona Matilde, ao citar:

– A “educadora” Cleusa Pereira, Diretora da Academia da Guarda Municipal, outra envolvida no roubo de horas extras. “Como participante da fraude das horas extras terá ela condições morais de preparar novos
guardas municipais?”, indaga um velho procurador que apoia as investigações de dona Matilde.  Segundo uma fonte do Gabinete de Greca, “é difícil a situação de Cleusa. Para dizer o mínimo”.

Outro analista da PGM garante que “um candidato a prefeito, com origem policial, pode fazer do caso Cleusa um case da campanha na televisão e rádio.” Para ele, Cleusa seria um claro exemplo de quanto o alcaide Greca de Macedo contempla com dinheiro público e cargos bem remunerados os que lhe são fieis, “sobretudo em ações ilegais…”

E há ainda o caso especial do assessor jurídico, Mauro Sergio T. Rocha, que futuramente dona Matilde detalhará.

“BIG BROTHER”

Durante a comemoração, em meio a risos e brincadeiras, após uma ligação telefônica indesejável a tensão começou crescer entre alguns presentes. Em meio a conversas em tom baixo, ao pé da orelha, aflorou a preocupação entre os responsáveis pela liberação do guarda municipal Jônatas Silva, e a autorização para ele,   durante o expediente, realizar atividades parlamentares, e monitorar câmeras de segurança da prefeitura. Uma barbaridade.

Nelson de Lima Ribeiro: coordenador da Defesa Civil. Foto: CMC

CORONEL ZANATTA

Entre os comentários do alto e do  baixo clero, chegou a se avaliar a possibilidade de o vazamento das informações ser  uma estratégia do homem de inteligência do Alcaide, o Cel. Zanatta. Há rumores de que o PMEP da reserva  estaria  pleiteando ser o interventor da Defesa Social.

A PORTAS FECHADAS

À tarde, após a publicação com exclusividade por esta Coluna/Blog sobre os documentos que comprovam o roubo de horas extras feito pelo alto escalão da guarda municipal e por funcionários da Fundação de Ação
Social (isto da Fundação é novidade), grande parte dos inspetores envolvidos neste escândalo se reuniu  a portas fechadas no gabinete do superintendente da Guarda Municipal.

Dona Matilde e procuradores prometem revelar mais “desse bunker carinhosamente alimentado  pela ânsia  de poder de Greca e da Aranha Marrom, a velha senhora de 77 anos que o acompanha com seu braço
maquiavélico sabidamente impiedoso”.

Leia Também

Leia Também