WASSEF E QUEIROZ JUNTOS NUM HOTEL?
Poucos dias após as movimentações financeiras suspeitas de Fabrício Queiroz ganharem o noticiário, em dezembro de 2018, o advogado Frederick Wassef entrou às pressas no saguão de um hotel em Atibaia , no interior de São Paulo, solicitando com urgência uma sala de convenções. Segundo uma testemunha, Wassef estava acompanhado de outras três pessoas e ficou cerca de três horas reunido no local, após pagar parcos 300 reais pela locação do espaço, que comporta até 15 pessoas. A cena pouco usual foi lembrada agora depois que o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro foi preso na semana passada, em um imóvel de Wassef em Atibaia, a oito minutos do hotel. Especulou-se nos últimos dias que o próprio Fabrício Queiroz havia participado do encontro no hotel com o advogado do senador e do presidente Jair Bolsonaro, o que desmentiria a versão de Wassef.
Ele tem afirmado que nunca se encontrou com o ex-assessor de Flávio. À Crusoé, um gerente do hotel negou que Queiroz tenha estado alguma vez por lá e apresentou uma versão ainda mais incomum sobre a ida de Wassef ao local. Segundo ele, o advogado ficou sozinho durante as três horas em que ocupou a sala de convenções e depois foi embora. Não haveria mais imagens das câmeras do hotel nesta data, de acordo com o gerente. Um outro funcionário, porém, narrou uma versão, digamos, mais animada sobre a presença de Wassef no estabelecimento. Em uma rede social, ele chegou a escrever que houve uma tentativa de uma esconder Queiroz no hotel e que, ao invés de uma, conforme o hotel passou a confirmar oficialmente, foram “várias” as reuniões realizadas no local.
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TSE ARQUIVA UMA DAS AÇÕES CONTRA BOLSONARO
Por unanimidade, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta terça-feira, 23, arquivar uma ação apresentada pela coligação “O Povo Feliz de Novo”, formada pelo PT, PCdoB e PROS, que pedia a cassação de Jair Bolsonaro e do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, por suposto abuso de poder econômico em 2018. Na peça, os partidos denunciam a fixação de outdoors com padrões e mensagens semelhantes de “caráter eleitoral” em pelo menos 33 municípios, distribuídos em 13 estados, o que demonstraria “potencial suficiente a comprometer o equilíbrio do pleito eleitoral de 2018”. No processo, o Ministério Público Eleitoral informou ter encontrado 179 estruturas de apoio a Bolsonaro em 25 estados — a Lei das Eleições proíbe o uso dos materiais na campanha. O órgão observou, contudo, não ser possível atribuir a coordenação das instalações à chapa que saiu vitoriosa em 2018.
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HELENO CONTRADIZ O PRESIDENTE

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, complicou o presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a interferência do chefe do Palácio do Planalto na Polícia Federal. Acusado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Sergio Moro de pressioná-lo pela mudança do superintendente da PF no Rio na reunião ministerial de 22 de abril, Bolsonaro sustenta que, na ocasião, referia-se a dificuldades na troca de sua segurança pessoal, de responsabilidade do GSI. Mas, aos delegados que conduzem as investigações, Heleno contradisse Bolsonaro e declarou que o presidente jamais teve “óbices ou embaraços” para nomear e trocar nomes da equipe de sua segurança no Rio de Janeiro ou em outro local.
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CENTRÃO É OBSTÁCULO AO ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES
O Senado aprovou com folga nesta terça-feira, 23, a proposta de Emenda à Constituição que estabelece o adiamento das eleições municipais devido à pandemia do novo coronavírus. O texto determina a realização do primeiro e segundo turnos do pleito em 15 e 29 de novembro, respectivamente. No primeiro turno, o projeto recebeu o aval do plenário com 67 votos favoráveis e oito contrários, além de duas abstenções. No segundo, 64 senadores disseram “sim”, sete falaram “não” e um se absteve. A matéria segue para o crivo da Câmara. Lá, o placar elástico não deve se repetir. Com a resistência do Centrão, a casa, onde são necessários pelo menos 308 votos para a aprovação, está longe de alcançar o consenso pela mudança do calendário eleitoral.
