Depois da nota oficial de repúdio expedida semana passada, ao encontro de padres e dirigentes de televisões católicas com Bolsonaro, em busca de verbas, dirigente da CNBB amplia condenação à reunião de 25 de maio.
Dom Walmor de Oliveira Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), deu uma longa entrevista ao jornal Folha de São Paulo, dia 16, em linhas gerais condenando o encontro de padres cantores católicos e dirigentes de emissoras de TV e rádio católicas com o presidente da República para reclamar verbas publicitárias. O arcebispo disse reconhecer dificuldades financeiras das emissoras, ao dizer, observando, no entanto:
– “Há certos caminhos fáceis, sedutores que até conquistam adesões mas incoerentes com os ensinamentos de Jesus.”
A extensa entrevista apresenta claro “puxão de orelha” em sacerdotes e instituições católicas que teriam ido “barganhar” – como disse o jornal Estadão – opiniões favoráveis ao governo em troca de verbas.
A reprimenda cai como uma luva no colo do padre pop e cantor Reginaldo Manzotti, um dos líderes do encontro. E, de alguma forma, dá resposta à nota da Arquidiocese de Curitiba que considerou “infeliz” a nota lançada pela CNBB de repúdio ao encontro.