Diretrizes da CNBB sugerem que pais façam o sinal da cruz na fronte da criança, no batismo, e não o ministro. Confissões só com máscaras.
Dom Edmar Perón: Paranaguá na berlinda
Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), que nos últimos dias volta às manchetes da mídia, apoiando manifestos pela Democracia (sem atacar governos), está ao mesmo tempo muito preocupada com a retomada das missas e atividades litúrgicas suspensas em função da pandemia do coronavírus.
Dessa forma, elaborou diretrizes que, mais uma vez, expõem as diretrizes de um bispo do Paraná, dom Edmar Perón, de Paranaguá. Ele é o responsável na CNBB por traçar essas normas.
Na página da CNBB da web encontram-se as diretrizes em detalhes, embora, fique claro, a Conferência não tem autoridade sobre as dioceses: ela só pode sugerir medidas. Não pode interferir nas decisões do bispo de cada diocese, que são autônomas, dependentes exclusivamente da Santa Sé. Mas a verdade é que o chamado espírito de colegialidade prevalece e quase todas as dioceses católicas do país seguem as diretrizes da CNBB.
MUITOS CUIDADOS
As mudanças são únicas na história do catolicismo no Brasil: pessoas dos chamados grupos de risco devem evitar as missas aos domingos, mas participar das dos dias de semana; nas celebrações dominicais, recomenda-se o distanciamento estabelecido pelos agentes de saúde; na hora da comunhão, que cada fiel disponha de espaço mínimo de 4 metros quadrado; quem estiver doente, pode pedir que o padre ou ministro da eucaristia leve-lhe a Comunhão; ao fim das missas, a CNBB pede que se evitem aglomerações.
CONFISSÕES COM MÁSCARA
E mais: confessores e fieis deverão usar máscara no ato da Confissão; nos batismo de crianças, os pais, e não ministros, deverão traçar o sinal da cruz diante do rosto do batizando; nas Confirmações (crismas) todos os crismandos deverão usar máscaras; crianças poderão fazer a primeira comunhão, mas que sejam em pequenos grupos.