
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, já ouviu o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, no inquérito que apura a difusão de notícias falsas e supostas ameaças a integrantes da corte . A oitiva ocorreu em 20 de novembro de 2019, mas, na ocasião, ninguém quis tornar público o depoimento para não acirrar os ânimos entre governo e STF. Segundo fontes com acesso à investigação, Martins foi ouvido pelo próprio Moraes na sede do Supremo, em Brasília. Em linhas gerais, o ministro pediu esclarecimentos do assessor sobre textos e postagens no Twitter feitas por ele com críticas e ataques ao STF. A defesa de Martins chegou a questionar o procedimento, considerado incomum — a maioria dos investigados no inquérito tem sido ouvida pela Polícia Federal, e não diretamente por Moraes. Também reclamaram à época que não tiveram acesso aos autos da investigação.
- A outra quarentena de Moro
A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu nesta terça-feira, 2, proibir o ex-ministro Sergio Moro de advogar pelo período de seis meses, mas liberou o ex-juiz federal para trabalhar como professor em universidades ou colunista em veículos de comunicação. A consulta à comissão, feita por Moro logo depois de pedir demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 24 de abril, é uma exigência legal para autoridades que têm acesso a informações estratégicas do governo. Durante os seis meses de quarentena, Moro continuará recebendo o salário de ministro, de 33,7 mil reais brutos, como remuneração compensatória.
- Um novo recorde para esquecer
Boletim do Ministério da Saúde mostra que o Brasil registrou um novo recorde diário de mortes provocadas pelo novo coronavírus. A pasta contabilizou 1.262 óbitos nas últimas 24 horas, elevando o total a 31.199. De acordo com o levantamento, 367 fatalidades aconteceram nos últimos três dias. Além disso, há 4.312 mortes em investigação por suspeita de Covid-19. O documento revela que, entre ontem e hoje, foram reportados 28.936 contaminações pelo vírus. Assim, o país chegou à marca de 555.383 pessoas diagnosticadas com a doença, das quais já 223.638 se recuperaram.
