quinta-feira, 23 julho, 2026
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OPINIÃO DOS OUTROS (I): MANIFESTAR-SE NÃO É DESRESPEITAR

 

Marcos Domakoski

Marcos Domakoski (*)

Curitiba viveu, ontem, segunda-feira, 1, mais um lamentável capítulo desta novela de provocações e de esgarçamento do tecido social do país que não é boa para ninguém.

Manifestantes, depois de expressar, em frente à UFPR, sua repulsa ao racismo, em ato dentro de normas democráticas, passou de seus limites ao destruir, na Avenida Cândido de Abreu, patrimônios privados e público. O infeliz resultado foram oito presos e um policial ferido.

Cabe-nos, como Movimento Pró-Paraná e como cidadãos, perguntar: a quem interessam atos dessa natureza? Assim como outros atos de outros grupos em nossa cidade? Ou mesmo atos perpetrados por altas autoridades da República e de outros segmentos, a quem interessam?

Vivemos a pior crise de saúde já conhecida pelo mundo, com o surgimento da Covid-19. Até ontem, eram 515 mil casos da doença e a perda de 30 mil vidas no Brasil, e cerca de 5 mil casos e 190 mortes, no Paraná (em controle razoável).

Mesmo durante esta pandemia lamentável, desgastante socioeconomicamente, as ameaças à Constituição e ao Estado Democrático de Direito, com ataques diários aos Poderes da República, com provocações irresponsáveis de insensatos grupos à direita e à esquerda, crescem e nos preocupam como cidadãos democratas e responsáveis pelo desenvolvimento do país.

 

SEMEANDO DISCÓRDIA

O desentendimento de parcelas da sociedade torna-se compreensível, mas nem por isso justificável, quando altas autoridades da República semeiam a discórdia, provocando um fosso ainda maior entre cidadãos exatamente quando o Brasil mais precisa de paz e serenidade.

Por isso, o MPP condena enfaticamente aos motivos e às formas dessas provocações, sejam de que natureza e ideologia forem, distantes das necessidades e dos objetivos da sociedade brasileira.

O país e os brasileiros querem o desenvolvimento socioeconômico e não esta crise política absurda, gerida por irresponsabilidade, e as provocações que se repetem diariamente a ignorar o presente e o futuro do país.

Se há uma batalha a ser perseguida, minuto a minuto, é contra a Covid-19, suas causas e resultados infelizes, empenhando nossas forças à Ciência e à Fé, para que as populações do mundo e os brasileiros consigam encontrar um remédio eficaz contra este mal.

Não devemos permitir ou contemporizar atos parecidos, de quaisquer colorações políticas, com perturbação da paz pública, sempre ou principalmente durante uma pandemia como a que vivemos.

Ao contrário, devemos reivindicar, ao Brasil, serenidade, paz e confiança, respeito às instituições. E o fim de ameaças e práticas desmoralizantes à Constituição e ao Estado Democrático de Direito.

(*) MARCOS DOMAKOSKI, presidente do Movimento Pró-Paraná

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