Aliados do presidente Jair Bolsonaro estão resignados. Acreditam que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, vai mesmo liberar na íntegra o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. O encontro foi citado pelo ex-ministro Sergio Moro ao deixar o governo como uma das provas de que o chefe do Palácio do Planalto tentou interferir no comando e nas investigações da Polícia Federal. Relator do inquérito que apura as acusações de Moro, o ministro decano do STF assistiu à gravação no início desta semana e prometeu decidir até esta sexta-feira, 22, se libera ou não o inteiro teor do vídeo. No Planalto, a avaliação é de que a íntegra da gravação causará turbulência política.
- Mais um flanco aberto
O empresário Paulo Marinho prestará nesta quinta-feira, 21, novo depoimento sobre o suposto vazamento de informações sigilosas, pela Polícia Federal, da Operação Furna da Onça para Flávio Bolsonaro. Desta vez, a oitiva será conduzida pelo Ministério Público Federal, que abriu procedimento para apurar o caso.
Nesta quarta-feira, 20, Marinho falou à PF por mais de cinco horas e apresentou provas do que disse em recente entrevista. O novo depoimento será feito ao procurador Eduardo Benones, que chefia o Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial.

- No banco dos réus
O juiz federal Luiz Antonio Bonat abriu ação penal contra os ex-senadores Romero Jucá e Valdir Raupp, ambos do MDB, pelo suposto recebimento de propina da Odebrecht e da NM Engenharia em contratos da Transpetro. A acusação foi oferecida em agosto de 2017, no âmbito da Operação Lava Jato, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal. Como os ex-parlamentares perderam o foro, o caso foi remetido à força-tarefa do Paraná, que ratificou a peça da PGR em fevereiro deste ano.
- Não teve novela
O presidente Jair Bolsonaro bateu rápido o martelo e escolheu o ator Mário Frias como novo secretário especial da Cultura. A expectativa no Palácio do Planalto é de que a nomeação saia até esta quinta-feira, 21. O ator, de 48 anos, será nomeado no lugar da também atriz Regina Duarte, que anunciou mais cedo que deixará a pasta para comandar a Cinemateca, em São Paulo. Segundo assessores presidenciais, a nomeação de Frias começou a ser negociada ainda nesta terça-feira, 19, quando o ator se reuniu com Bolsonaro no Palácio do Planalto.
