quinta-feira, 23 julho, 2026
HomeMemorialMEMÓRIA: POUSO DE EMERGÊNCIA NA ILHA DO MEL

MEMÓRIA: POUSO DE EMERGÊNCIA NA ILHA DO MEL

“(*) No idos de 1932, existiu o primeiro correio aéreo entre a França e a América Latina, chamado Aeropostale. Tal correio aéreo usava aviões providos de rodado, ou seja, não podiam aterrizar nos oceanos e rios.
Nessa rota trabalhou, também o piloto francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro ‘O Pequeno Príncipe’.

O primeiro avião

Numa manhã de junho, estava Olavo na casa de seu avô na Ilha. Era uma manhã de tempo muito fechado e pesadas nuvens. Um ruído de aeronave foi ouvido! Nessa época, contava a Aeropostale com uma pista para emergências em Pontal do Sul, pois a rota não contemplava a cidade de Paranaguá e as aeronaves rumavam diretamente de Florianópolis para Santos. O ruído era cada vez mais próximo, de repente a surpresa… o pequeno avião fazia uma aterragem de emergência.

 

O segundo avião

Como a maré estava alta, o pequeno aeroplano teve uma desastrada aterrissagem indo parar dentro da água. Houve uma correria dos ilhéus e de todos os que faziam temporada na ilha. Com uma canoa, uma corda foi estendida e o avião rebocado pelos populares até terra. Havia na época na Ilha do Mel, um posto de correios e uma estação de telégrafo, local onde o piloto se dirigiu para pedir ajuda.

Dias mais tarde apareceu outro avião que veio com as peças sobressalentes para os reparos. Parecia que a onda de azar estava só começando… eis que quando da aterrissagem do segundo aeroplano, apesar da maré favorecer uma extensa faixa de areia, o piloto da segunda aeronave bateu em um toco de árvore e praticamente capotou. Mais uma vez foi acionado o telégrafo para pedir ajuda.

Enquanto esperavam, foram feitos os reparos no primeiro avião, e logo tínhamos um terceiro, maior e cabinado para o transporte de passageiros.

 

Dois aviões juntos na Ilha do Mel

Os reparos foram concretizados com sucesso e os pilotos partiram com seus respectivos aparelhos.

Fato curioso! Apesar da Ilha do Mel nem aeroporto ter, em uma só temporada reuniu-se três aviões ao mesmo tempo.”

(*) Relato de Olavo Scherrer, que estava na Ilha do Mel durante os acontecimentos, conforme revela o publicitário, editor e escritor Jubal Sérgio Dohms à Coluna/blog

Leia Também

Leia Também