O ex-prefeito de Curitiba entre os anos de 2013 a 2016 também se posicionou contra o projeto de aporte de R$ 200 milhões às empresas de transporte público e Gustavo Fruet (PDT) foi às redes sociais questionar o projeto de Rafael Greca (DEM), com o seguinte discurso:
“O prefeito do ‘sabe fazer’ disse que são fake news as informações e críticas de que haverá repasse para empresas de transporte!
E ainda afirma que houve diminuição de custos de insumos.
1 – Então por que a tarifa técnica não diminuiu? Ao contrário, aumentou para R$ 5,2449. Mais de 30% em relação ao ano passado!
2 – Por ser ano eleitoral, o prefeito afirma que não haverá subsídio.
Afinal, quem pagará a diferença de R$ 0,75?
R$ 4,50 cobrada do usuário e R$5,2449 paga para as empresas!
3 – O projeto suspense a fiscalização dos indicadores de qualidade justamente em meio a pandemia? Lembrando que foram feitos acordos judiciais celebrado pela atual gestão, estimando-se que foram perdoados mais de R$ 30 milhões de multas referentes à falta de qualidade.
E mesmo com a frota parcialmente renovada (acordão), há previsão nessa lei do pagamento de “peças e assessórios”. Como assim? Os mesmos critérios para veículos novos e antigos?
4 – Tira-se a fiscalização quando os ônibus têm que estar sempre higienizados e a frota tem que ser suficiente pra evitar superlotação, como temos vistos nos últimos dias.
Não especificaram as medidas e/ou parâmetros para a higienização e tampouco para a proteção à saúde dos colaboradores. Deve ser lembrado que a limpeza diária dos ônibus é uma obrigação vigente desde o início da concessão. Por que tirar a fiscalização?
5 – As concessionárias são obrigadas a aderir a todos os programas federais e estaduais instituídos para custeio de salários ou demais encargos trabalhistas, competindo ao Município arcar com a porção complementar daquilo que não for coberto pela União Federal e pelo Estado.
Como é possível assegurar às concessionárias a complementação “daquilo” que não está detalhado? Além disso, o pagamento de salários e encargos, já está contemplado. Será que a ideia foi preparar terreno para pagamentos de outras despesas das concessionárias?
6 – Se não há repasse de recurso, subsídio, para quê o projeto? Quanto será repassado até o final do ano? Será aportado subsídio pelo governo do estado? Por que não estabeleceram limites no projeto?
Fake e feio é ver milhares de pessoas na fila da Caixa para receber auxílio, enquanto alguns poucos setores recebem recurso sem entrar na fila. Quem pode mais, chora menos! E é indigna, a conivência!”