O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, estipulou o prazo de 72 horas para o Palácio do Planalto enviar “cópia dos registros audiovisuais” da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril. O ofício foi enviado à Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo ministro Jorge Oliveira, ao secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, e a Célio Faria Júnior, assessor-chefe da Presidência. No documento, o decano do STF pede aos três destinatários do ofício que preservem “a integridade do conteúdo de referida gravação ambiental (com sinais de áudio e de vídeo)” para “impedir que os elementos nela contidos possam ser alterados, modificados ou, até mesmo, suprimidos”. A gravação é, segundo a decisão de Celso de Mello, “material probatório destinado a instruir a investigação”. Em depoimento no inquérito que apura a interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, Sergio Moro afirmou que durante a reunião o presidente teria ameaçado trocar o comando da PF no Rio de Janeiro, o diretor-geral e até ele próprio.
-
Ela fica?
O presidente Jair Bolsonaro indicou a ministros e assessores que não pretende demitir Regina Duarte da Secretaria Especial da Cultura, pelo menos por ora. No Palácio do Planalto, a avaliação de auxiliares do presidente é de que a própria atriz estaria agindo para forçar sua demissão. Para ministros e assessores presidenciais, Regina deu uma sinalização do seu desejo de deixar o governo na conversa com uma assessora ouvida por Crusoé, na manhã desta terça-feira, 5. No diálogo, a secretária diz acreditar estar sendo dispensada pelo presidente. A atriz fez a afirmação após saber que o maestro e youtuber Dante Mantovani, exonerado em março a pedido dela, foi renomeado na manhã de ontem como presidente da Fundação Nacional de Artes, a Funarte. Regina disse ter sido surpreendida com o ato. Após o incidente, o Planalto acabou revogando a nomeação de Mantovani.

-
O time de Rolando na PF
O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, começa a estruturar sua equipe. Além de definir os nomes que formarão a diretoria da PF, ele decidiu promover mudanças em quatro superintendências estaduais, além da do Rio de Janeiro – esta última um dos motivos do pedido de demissão do ex-ministro Sergio Moro. Após os ruídos causados pela troca no Rio, com o convite para o atual superintendente fluminense, o delegado Carlos Henrique Oliveira, assumir a direção-executiva da PF, Rolando Alexandre decidiu não trocar o chefe da direção mais sensível da corporação, a de Investigação e Combate ao Crime Organizado, a Dicor. Permanecerá no posto o delegado Igor Romário de Paula, ex-titular da Lava Jato em Curitiba e indicado por Maurício Valeixo. É sob o guarda-chuva da Dicor que está o Serviço de Inquéritos Especiais, responsável pela maioria das investigações que envolve políticos e outras autoridades com foro privilegiado.
-
Novo recorde para esquecer
O Brasil registrou 600 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, em uma alta de 8%. Trata-se de um novo recorde diário. Com a contabilização dos novos óbitos, o total de fatalidades chegou a 7.921. Os dados constam em boletim do Ministério da Saúde divulgado na noite desta terça-feira, 5. O número de casos confirmados de Covid-19 subiu 6%.
(da revista Crusoé)
