sábado, 21 fevereiro, 2026
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Grandes perdas do ‘Caderno G’

Domingos Pellegrini, Roberto Gomes e Maria Sandra Gonçalves
Domingos Pellegrini, Roberto Gomes e Maria Sandra Gonçalves

Leitores e interlocutores da coluna lamentam, em carta e em conversas por telefone, a saída de Roberto Gomes e Domingos Pellegrini do Caderno G, suplemento cultural da Gazeta do Povo. Há alguns anos, Gomes e Pellegrini escreviam colunas publicadas aos domingos no G — Jamil Snege (1939-2003) também dividiu o espaço até morrer.

A pergunta: o que motivou o jornal a dispensar dois dos mais importantes escritores do Estado?

GRANDES PERDAS (2)

Para leitores, o “Caderno G parece estar americanizado. Veicular novidades da América não é um problema. A falha é que, de Curitiba, do Estado, do interior, da cena local, quase não tem mais notícias.”

E assinala ainda um dos leitores: “Falar de teatro durante o Festival de Teatro eles falam, mas, e durante o resto do ano? O Caderno parece só ter olhos para Nova Iorque. O que está acontecendo?”.

GRANDES PERDAS (3)

De minha parte, observo, por questão de justiça: com todas as dificuldades que o país atravessa, e que não poupam a Gazeta, é forçoso reconhecer que a GP ainda é o mais importante jornal do Paraná. Não tem competidores. E para que isso acontecesse, foi importante, nos últimos anos, o papel que Maria Sandra Gonçalves, diretora, e sua equipe (dentre eles, Eduardo Aguiar) vem exercendo. Por vezes, a equipe faz “milagres”. Isso, sem embargo de, em áreas como o Caderno G, ainda ser requisitado um olhar mais amplo e paranista dos editores. Olhar que tornou o ‘G’ um espaço indispensável na vida paranaense inteligente.

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