sábado, 21 fevereiro, 2026
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Engenheiro Venevérito da Cunha rumo ao centenário

Venevérito com a filha Dirlene em seu antigo escritório, durante a entrevista para o próximo “Vozes do Paraná”
Venevérito com a filha Dirlene em seu antigo escritório, durante a entrevista para o próximo “Vozes do Paraná”

Mais antigo – e longevo – engenheiro do Paraná, Venevérito da Cunha se prepara para celebrar 99 anos em 29 de agosto. A família do patriarca antecipa também o que virá em 2016, ano do centenário deste catarinense radicado em Curitiba desde 1938, quando veio cursar Engenharia na então Universidade do Paraná, hoje UFPR.

“Nossa ideia é fazer uma grande festa para comemorar os 100 anos do meu pai. Já escolhemos o Centro de Eventos do Instituto de Engenharia do Paraná, por acharmos que é o local certo para isto. Afinal, ele viveu sua profissão de engenheiro intensamente, e foi o responsável pelo cálculo estrutural do prédio do IEP”, conta a filha Dirlene Sabóia, jornalista que está terminando de escrever um livro sobre a biografia de Venevérito, e pretende lançar a obra na data do centenário.

Saudável e ativo, o nonagenário faz sessões de acupuntura e fisioterapia em sua casa, no Alto da XV, em que vive há  50  e poucos anos.. O cuidado também é para que o velho engenheiro – responsável, entre tantos cálculos estruturais, pelo prédio da Biblioteca Pública do Paraná – esteja presente no lançamento do “Vozes do Paraná 7”, também previsto para agosto, do qual ele será um dos personagens.

2 – O MAIS IDOSO DE “VOZES”

Biblioteca_PúblicaVenevérito da Cunha é o mais idoso dos retratados neste sétimo volume do “Vozes do Paraná”, que traz ainda os nonagenários Chloris Casagrande Justen, atual presidente da Academia Paranaense de Letras e do Centro Feminino Paranaense de Cultura, de 92 anos, e o aviador aposentado da FAB, Aristógiton França, 94.

Natural de Florianópolis (SC), filho de uma paraibana e um descendente de portugueses, Venevérito é um dos poucos graduados na UFPR na década de 1940 ainda vivos. Na época, existiam apenas os três cursos clássicos (Engenharia, Medicina e Direito) no prédio da Praça Santos Andrade.

Especializado em cálculo estrutural, criou o primeiro escritório profissionalizado em Curitiba na década de 1950, de onde saíram os cálculos de prédios como a nova sede da Prefeitura de Curitiba, o Instituto de Engenharia do Paraná e a sede da Ordem Rosa Cruz, no Bacacheri.

Viúvo desde 2007, Venevérito da Cunha foi casado por mais de 60 anos com a lapiana Lia de Jesus Sabóia, com quem teve nove filhos. Hoje, a família é composta por 17 netos e três bisnetos, que lotam a casa do patriarca durante as festas e feriados.

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