terça-feira, 14 julho, 2026
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“POLÍCIA DIGITAL DA PREFEITURA” QUER SABER TUDO SOBRE DENÚNCIAS QUE ESTÃO NO MPE

O alcaide e seus prepostos estão em palpos de aranha: têm de explicar porque a Prefeitura não exigiu a contrapartida contratual, um estacionamento subterrâneo, no distrato com o com consórcio que explorou estacionamentos na Rodoferroviária e Praça Rui Barbosa.
Rafael Valdomiro Greca de Macedo terá também de explicar as benesses que vão premiar a empresa espanhola que começará a explorar o ESTAR em 2020. Isto porque o prefeito dará de mãos beijadas, em janeiro, aumento do ticket, de R$ 2,00 para R$ 3,00.

Prefeitura Municipal de Curitiba

Os especialistas em guerras digitais da Prefeitura de Curitiba, que formam um batalhão muito bem remunerado pelo prefeito Rafael Valdomiro e seu entourage, receberam ordens expressas do alcaide e seus prepostos: localizar – “para já” – as fontes de informação da coluna/blog que vêm apontando as barbaridades administrativas que ocorrem nos domínios prefeiturais.

– Eles estão afiadíssimos em busca de pistas digitais, segundo fonte do Gabinete do alcaide.

SOCORRO NOS STATES

O pessoal da tenda digital, que não brinca em serviço, chega a cogitar de trazer dos Estados Unidos, um especialista em espionagem digital. Tudo para salvar o pequeno monarca do Palácio 29 de Março dos imbróglios em que se meteu.

DENÚNCIAS FORMALIZADAS

O desespero bateu no terreiro da Prefeitura quando eles souberam, na tarde de quinta-feira, 21, que duas denúncias de graves irregularidades administrativas haviam sido protocoladas, pela manhã, por contribuinte, junto ao Ministério Público Estadual (MPE). Os números dos protocolos estão disponíveis no MPE a qualquer cidadão.

A QUE MAIS AFETOU

Uma das denúncias – certamente a que mais “comoveu” o alcaide, mesmo ele estando em passeio na Europa -, foi a que trata da forma como o prefeito determinou o fim do contrato de um consórcio de empresas que explorava os estacionamentos da Municipalidade (Rodoferroviária e Praça Rui Barbosa).

Greca decretou o fim do contrato sem o cumprimento do determinado no acordo: receber a contrapartida devida à Municipalidade. Pode?

GANHOS DE R$ 40 MILHÕES

O contrato, firmado em 2012 pelo então prefeito Luciano Ducci (hoje dado como aliado de Greca), terminou em outubro deste 2019. Rafael Valdomiro determinou, com grave prejuízo para o erário municipal: os estacionamentos foram devolvidos sem que o consórcio empresarial ETM tivesse sequer aberto um metro de terra para a dar à Prefeitura a contrapartida contratual – um estacionamento subterrâneo, que começaria na Rodoferroviária, passaria sob a Avenida Afonso Camargo e Mercado Municipal, com saída e entrada na Avenida Sete de Setembro.

O “ESQUECIMENTO”

O prefeito não deu satisfação sobre o “esquecimento”: afinal foi “só um estacionamento” que, no mínimo, deveria ter custado ao consórcio R$ 20 milhões.

De 2012 a 2019, período em que explorou os dois estacionamentos citados, o consórcio recebeu pelo menos R$ 40 milhões, isso sem correção monetária.

É A “CIDADE DIGITAL”

Essa é a Curitiba, “cidade digital” para espanhóis verem. A propósito de espanhóis: outro embrulho em questão é o da futura exploração dos estacionamentos rotativos ESTAR, cuja licitação pode ser contestada.

COMEÇAM COM AUMENTO

Foi vencida por uma empresa espanhola que tem vínculos com o projeto Smart City… O embroglio da questão está num fato revelado em primeira mão pela coluna: antes de o contrato com os espanhóis começar a vigorar, os ibéricos já começam ganhando valor milionário. Tudo porque o alcaide vai anunciar aumento do ticket do ESTAR de R$ 2,00 para R$ 3,00, em janeiro. Isso, de saída, significará que o faturamento da empresa vencedora, que seria estimado em R$ 74 milhões para o primeiro ano, “daria cria” – antes mesmo de os vencedores começarem a trabalhar com o ESTAR. Assim os espanhóis devem começar em 2020 com faturamento estimado em R$ 104 milhões, bem distantes do valor inicial contratual.

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