terça-feira, 14 julho, 2026
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SALÁRIOS DAS ESTATAIS, GRANDE MISTÉRIO DA PREFEITURA

E tão misterioso quanto é o protocolo que esconde resultado da investigação administrativa do caso Casa Klemtz, aquele dos móveis supostamente afanados da Fundação Cultural.
Consultá-lo é impossível, pois foi bloqueado pelo sempre contestado ICI, sob ordens, ao que parece, diretamente dadas pelo alcaide…

Bruno Rocha, presidente da Curitiba S/A: tudo às escuras; Cris Alessi: exceção no arraial do alcaide

Transparência é um vocábulo-vagão para uma série de situações na administração do alcaide Rafael Valdomiro Greca de Macedo. Ele, que se autointitula “guardião da minha Curitiba” – especialmente quando, histriônico, rege um coro cantando o Hino da cidade -, consegue o milagre de escamotear informações vitais para o cidadão. Uma delas, por exemplo, aquilo que pode até ser considerado “farra” salarial nas estatais municipais, pois quase nada se sabe sobre quanto ganham seus gestores nomeados pelo alcaide. Alguns têm salários milionários e outros benefícios.

E, o mais grave a considerar: as estatais municipais são absolutamente deficitárias e totalmente dependentes do caixa municipal, e dos impostos dos cidadãos.

SUBTERFÚGIOS

Para amainar o peso de consciências envolvidas, e o rito administrativo, na farra das estatais com o empreguismo escancarado, há várias formas. Todas em bom uso e revestidas da maior “dignidade!”, com aparência de legalidade incontestável. Como exemplo que clamam aos céus: as estatais, sem viabilidade econômica, deficitárias, acabam sendo engenhosamente contratadas pela Secretaria de Governo da Prefeitura – sob determinação de Greca e do secretário de Finanças, indicado por Gionédes – para supostamente prestar serviços ao próprio município, configurando uma triangulação estranha e de moralidade questionável.

Com isso, a Prefeitura evita um controle de contas mais rigoroso, garantindo-se a permanência e ampliação do empreguismo altamente remunerado num país em crise de empregos e salários, com aproximadamente 13 milhões de desempregados.

QUASE TODAS

Por exemplo, em quase todas as estatais – Curitiba S/A, Agência de Desenvolvimento de Curitiba (exceção), URBS e COHAB – as informações sobre os altos salários da administração morreram em 2016. Nos sites dessas empresas públicas aparecem apenas os valores de pequenos salários. Os comandantes parecem que laboram gratuitamente, sem ônus para o erário. Por isso, considerando que se trata de dinheiro público, por que se omite essa informação?

Conhecer a realidade salarial é direito que deve ser franqueado aos cidadãos.

CASA KLEMTZ

Em que residem certos pecados administrativos do alcaide ?

Não quero particularizar na questão salarial, mesmo porque o “secretismo” do alcaide Greca de Macedo é muito mais amplo, como o caso de ter escamoteado – de forma definitiva, é o que se constata no sistema da prefeitura, gerido pelo ICI- Instituto Curitiba de Informática – o conteúdo do protocolo número 29-0000 42 / 2016.

O que esconde esse protocolo?

Revelar o conteúdo do protocolo desvelaria, para o todo e sempre, as conclusões das apurações oficiais sobre a questão dos móveis supostamente afanados da Casa Klemtz.

BOA EXCEÇÃO

Quebrando a regra da gestão Greca de Macedo, Cris Alessi pode pagar caro por ser uma honrosa exceção nesse cipoal da farra dos salários, pois a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento determinou que sua empresa publique a relação de todos os salários da estatal. Com isso, vai contrariando as ordens do ‘capo de tutti capi’.

Cris está por ora blindada da ira do alcaide porque é privilegiava assistente, junto com Lucas Navarro de Souza, exercendo a “tarefa” de recolher celulares nas festas privadas que o alcaide promove em sua chácara. Isso mesmo.

Os salários da Agência Curitiba são altos para os gestores. Um deles, ganha R$ 22 mil mensais, mas pelo menos não estão escondidos.

VIDE REMUNERAÇÕES DA TABELA ABAIXO:

NADA EXEMPLAR

Por outro lado, em exemplo oposto, Bruno Rocha, presidente da Curitiba S/A, um dos mais próximos assessores do alcaide – em cuja campanha atuou valorosamente – decretou silêncio absoluto sobre salários na empresa. Nisso, seguiria, “stricto sensu”, as ordens do alcaide Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

Já a URBS, nem se fala é tradicional caixa preta em termos de exposição de salários e benefícios de seus quadros funcionais.

(Voltaremos ao assunto)

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