Com respeito aos clubes de tiros em sua nota do dia 26 lembrei-me de uma história do Bamerindus. Na minha época apoiávamos várias atividades de interesse social e comunitário que iam do apoio às creches, igrejas e asilos aos poetas, músicos, escritores e até atiradores de Olimpíadas.
Certa vez o sr. Otorino Marine, vice-presidente do banco, me ligou para atender e dar apoio financeiro a um rapaz, natural de Guarapuava, que após uma churrascada de domingo na fazenda da família foi brincar de tiro ao alvo. O adolescente, Rodrigo Bastos, então com 13 anos, acertou várias vezes na mosca. Nascia ali um provável campeão olímpico.
OLSEN, MENTOR
Passamos a dar apoio nas suas viagens, compra de material e treinamento e, como Bamerindus já apoiava outro atirador, o Marcos Olsen, este se dispôs a mentorizar o jovem candidato a campeão e assim o fez por vários anos; inclusive protegendo-o das sutilezas do jogo sujo por parte dos russos que sempre tentavam sabotá-lo nas competições.
Rodrigo me contou que certa vez ao participar de uma competição internacional um senhorzinho veio falar com ele e perguntou: “se ele não queria atirar com as armas que ele fabricava” – na época as mais caras e precisas armas de competição esportiva. Identificada a marca, Rodrigo retrucou que não tinha dinheiro para comprá-la (coisa de 20 mil dólares na época) – O senhorzinho falou: “Não precisa pagar eu só quero que você passe a atirar com a nossa arma”.
MUITAS MEDALHAS
Rodrigo conquistou várias medalhas em campeonatos mundiais e hoje é um bem-sucedido dentista em Curitiba. Marcos Olsen tornou-se referência nas competições de tiro internacionais, participou de cinco Olímpiadas e dezenas de competições mundiais.
Parodiando o Toni, garoto propaganda do banco na época: “Ah! Que falta faz esse Bamerindus”.