sexta-feira, 10 julho, 2026
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EM 53 ANOS, AS REALIDADES ANOTADAS POR PEDRO

Dom Pedro Fedalto (Foto: Antonio Costa / Gazeta do Povo)

Seu lema episcopal está em pé: “Veritatem in caritate”, a Verdade na caridade

 

Em 28 de agosto de 1966 o hoje arcebispo emérito de Curitiba – dom Pedro Fedalto, estava sendo ordenado bispo auxiliar da Capital na Catedral. No decorrer de tantos anos, Pedro fez-se um autêntico cidadão de Curitiba.

Assim não mais pertence aos puros domínios religiosos. É parte da alma da cidade que adotou desde criança, quando estudou no antigo Seminário São José, na Avenida Nossa Senhora Aparecida (Batel).

LUCIDEZ

Duvido que alguém, aos 93 anos – comemorados em 11 deste agosto – tenha tanta lucidez quanto, ele, um latinista rigoroso, embora nunca tenha feito questão de declinar essa qualidade. O lema de seu episcopado dá bem a dimensão dessa alma generosa que – acreditem ou não – trabalha 14 horas diárias. Desobedece a todas as recomendações médicas: deveria trabalhar apenas duas horas.

AGENDA LOTADA

Reza missa, dá conselhos, atende a associações religiosas, atende a muitas pessoas, do clero ou não, que o procuram todos os dias, nas modestas áreas em que vive no Seminário Menor São José, Orleans.

IGREJA E PODER

Quem já ouviu testemunhos de dom Pedro sobre as relações da Igreja com o poder político de outros tempos tirará bons elementos para avaliar quão próximas autoridades andaram, no século passado, com a Santa Madre. Para ele, nesse capítulo, Ney Braga foi insuperável. Fazia-se presente por meio de seus dois irmãos, Guilherme e João Braga. João Elísio também foi bom parceiro, assim como Paulo Pimentel, Parigot de Souza, Emílio Gomes, Jayme Canet Junior…

Depois deles, a interlocução com o Palácio Iguaçu diminuiu muito. Quase sumiu.

Claro, sei, que esse arrefecimento decorreu muito da secularização da sociedade. E muito do chamado avanço pentecostal, assunto que Pedro até pode abordar, se provocado. Afinal, não lhe falta discernimento para analisar marchas da sociedade a partir dos anos 1980.

Salve Pedro, tu és pedra!

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