
Uma “nova” Itaipu começou a ser desenhada exatamente seis meses atrás, quando o presidente da República, Jair Bolsonaro, nomeou o general Joaquim Silva e Luna para o comando da binacional, no lado brasileiro. Desde que assumiu o cargo, Silva e Luna adotou uma política de austeridade que mudou a gestão da usina e passou a ser exemplo de boa administração no setor público.
As principais mudanças foram em relação ao uso dos recursos da empresa. Os investimentos em patrocínios e convênios sem aderência à missão da binacional foram realocados para obras estruturantes como, por exemplo, a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, já iniciada e que levará Foz do Iguaçu e toda a região de fronteira a um novo ciclo econômico.
Só na segunda ponte sobre o Rio Paraná serão investidos R$ 463 milhões. A obra inclui a Perimetral Leste, que ligará a ponte entre o Brasil e o Paraguai à BR-277.
DINHEIRO ECONOMIZADO
O dinheiro economizado em cortes em patrocínios destinados a eventos fora da área de atuação da usina, no Oeste do Paraná, que inclui 55 municípios, também vai dar um novo status ao Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR).
O hospital, um dos mais importantes do Sul do País, que também atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), receberá um total de R$ 64 milhões em obras de ampliação e modernização. Este investimento só foi possível graças ao corte de R$ 42 milhões em patrocínios e convênios considerados inadequados pela atual administração.
AEROPORTO
Itaipu também vai contribuir para transformar o Aeroporto Internacional das Cataratas, de Foz do Iguaçu, no primeiro terminal aéreo sustentável do País, conforme convênio assinado com a Infraero. Itaipu entrará com R$ 15,5 milhões para duas melhorias: a duplicação dos 800 metros da via que liga o aeroporto à Rodovia das Cataratas (BR-469) e a construção de um pátio de manobras de 19 mil m², que permitirá a ampliação em quase 40% do total da pista do aeroporto. A obra vai garantir mais voos para a cidade, inclusive internacionais e, por consequência, mais riqueza para toda a fronteira.
Esses são investimentos que trazem retorno para toda a população, aos quais o diretor-geral brasileiro se refere como um “legado” para os moradores de todo o Oeste do Paraná.

