Dezenas de pessoas compareceram, no último domingo (4/8), ao bingo beneficente realizado pela Associação Paranaense dos Diabéticos (APAD), no Clube Recreativo D. Pedro II. O bingo, que distribuiu bons prêmios (doados por apoiadores da APAD), foi uma maneira de a entidade recuperar-se um pouco de sua combalida situação financeira, motivada por demandas judiciais com a Prefeitura de Curitiba que chegaram a bom termo.
HÁ 35 ANOS
A APAD há 35 anos atende e orienta os diabéticos. Sua história é permeada de reivindicações e de postura comunitária para melhorar a qualidade de vida dos diabéticos e de seus familiares. Mensalmente, é proporcionada pela entidade uma média de 90 consultas gratuitas para os menos favorecidos, de todas as idades. Por mês, são atendidas 22 crianças, em média.
SEM DISCRIMINAÇÕES
Não há discriminação de idade ou de poder aquisitivo. Inclusive, é feita uma triagem para a comprovação de carentes. Eles são atendidos sem custos.
Nos últimos meses, a APAD estava com sua sede fechada devido à sua situação financeira, segundo explicou sua presidente, Maria Izabel Martins.
ESTEVE A PERIGO
Conforme esta coluna noticiou semanas atrás, a APAD esteve em vias de perder seu atual endereço na Avenida Iguaçu. Simplesmente porque o alcaide Rafael Waldomiro e sua equipe de luminares resolveram colocar o terreno à disposição da justiça para pagamento de antiga dívida da municipalidade com cidadãos ligados às empresas de ônibus. Estes, curiosamente, tinham planos de ligar o imóvel da APAD (comodato) a outros de sua propriedade na área muito valorizada.
Alguém, sob pressão da opinião pública, acabou “descobrindo” uma série de imóveis do Município, espalhados pela cidade, que poderiam ser entregues para quitar a dívida. E assim voltou – por ora – a reinar a paz na associação de enorme utilidade pública, que atende dezenas de milhares de diabéticos de todos os estratos sociais.