Carmen Lúcia, Lewandowski e Celso de Mello: a favor
Tudo indica, diante da passionalidade com que se examina a indicação possível de Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil em Washington, que o assunto – se aprovado pelo Senado -, irá mesmo acabar no STF.
Eduardo Requião: ficou
O fuzuê está formado: Bolsonaro dá um chega para lá nos quadros bem formados do Itamaraty em favor do filho 03.
Até não está fazendo nada de mais. Pois na história da política brasileira, Delfim Netto foi por anos embaixador em Paris; Moreira Salles, protegido de Getúlio, depois o banqueiro do Unibanco, representaria o Brasil nos States, assim como embaixador em Washington foi também Osvaldo Aranha, que nunca tivera experiência diplomática.
Sem falar que Itamar Franco foi embaixador do Brasil em Portugal. Há outros casos semelhantes.
OLAVO FICA CONTRA
Delfim Netto: na embaixada de Paris
Mas o caso do 03 gerou descontentamentos até nos meios ultradireitas que apoiam o presidente. Seu guru da Virgínia, Olavo de Carvalho, ficou contra. Talvez até porque ele mesmo tenha se oferecido para ocupar a embaixada brasileira mais importante e cobiçada.
NEPOTISMO?
Quanto a gerar caso de nepotismo, como argumentam alguns contra a eventual indicação de Eduardo, há amplo rol de decisões do STF diante de casos semelhantes. Um dos mais citados deu-se quando o Supremo foi levado a manifestar-se, em 2008, sobre a indicação de Eduardo Requião para o cargo de secretário de Estado dos Transportes do Paraná, designado por seu irmão, o então governador Roberto Requião.
Dos sete votos do STF dados a favor de Eduardo Requião, 3 dos ministros ainda estão na corte: Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.
Carmen Lúcia, Lewandowski e Celso de Mello: a favor