Por André Nunes, jornalista

Tenho visto amigos indignados/revoltados com a posição da deputada Tabata Amaral, do PDT, que, além de contrariar o voto do partido, acabou se convertendo em “símbolo” da derrota de quem não queria a reforma da previdência.
Como diz a sabedoria popular, “devagar com o andor que o santo é de barro”.
Tabata é fruto de sua época: sangue novo, bem instruída, idealista e, como toda jovem na política, está aprendendo as regras do jogo, bem como as formas de se posicionar diante daquilo que acredita, e do que desejam seus eleitores. Ela tem muito o que aprender.
Mas é inegável que, desde a invertida dada no ex-ministro Vélez Rodriguez, que a fez conhecida nacionalmente, seu nome não passará em brancas nuvens no mundo político…
Voltando aos indignados que estão promovendo o linchamento virtual da deputada, eu cito aqui a análise de um experiente jornalista que a conhece pessoalmente, o icônico Ricardo Kotscho:

“Ao contrário de outros deputados que votaram em troca de emendas fartamente distribuídas pelo governo, ela votou por entender que era necessária. Em lugar de dar força a novas lideranças, para recuperar sua imagem desgastada junto à opinião pública, a esquerda acaba jogando figuras independentes como Tabata no colo da direita. Culpar Tabata pela derrota fragorosa é mais do que um erro político, é uma estupidez. Não vai mudar o resultado.”
Ah, e vale lembrar: outros oito deputados do PDT também votaram a favor da reforma, mas só Tabata está sendo massacrada como a “grande traidora da oposição”. O feminismo mandou lembranças…
