quarta-feira, 8 julho, 2026
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DOS LEITORES: “INTERESSES ESCUSOS CONTRA A APAD”

Caro jornalista Aroldo,

Walter Alfredo Voigt Bach

Não sei se o senhor se lembra de mim.

O conheci há anos atrás, na Facinter.

Agradeço a publicação das matérias sobre a Apad, especialmente a de hoje, contando que ela está a salvo.

Diabético tipo 1 desde 1999, quando tinha 10 anos, fui acolhido pela Apad no começo do tratamento, e na época minha mãe me levava à instituição para consultas com nutricionistas, acompanhamento psicológico, compras, etc.

CASA IMPORTANTE

Considerando a época, a Apad foi uma casa que dava recursos – materiais e imateriais – às pessoas, as ajudando a entender e cuidar da diabetes.

Só fui entender isso mais tarde, afinal eu era uma criança quando tudo começou; a minha mãe que entendeu bem melhor do que eu e depois me ensinou.

FICOU NA MEMÓRIA

E apesar de não frequentarmos a Apad há cerca de uma década, sempre ficamos com essa boa memória dela.

Se hoje sabemos mais sobre a diabetes, foi porque no começo tivemos quem nos acolhesse e nos ensinasse como andar em meio às condições novas que vieram com o diagnóstico.

BEM INFORMADO

Quanto às suas publicações: li a primeira delas na segunda, e ela preocupou e irritou. Preocupou porque a Apad é uma instituição necessária àqueles em busca de informações de como lidar com a doença, independente de quanto saibam e de quanto tempo convivam com ela; porque sempre há pessoas com ainda menos condições materiais do que eu, e podem enxergar um alívio na oferta da Apad; além de possibilitar outras formas de apoios aos necessitados.

JOGO DE INTERESSES

E a matéria irritou por causa do jogo interesses no qual a Apad esteve envolvida – e espero que saia dele logo, ainda que já esteja a salvo. Em meio às incessantes discussões políticas sempre “sobra” um problema, e uma instituição como a mencionada pode ser alvo de um problema pelo qual sequer é responsável. Hoje se afirma que a Apad está a salvo, mas por quanto tempo podemos acreditar que ela fique longe desse problema?

DÍVIDA INEXPLICÁVEL

E como a dívida da Urbs chegou a tal ponto? Como se pode ter recursos para lutar contra isso?

Essa semana foi a Apad, amanhã pode ser outra.

MALANDRAGENS

Há outro aspecto nessa história que também dá o que pensar.

Não há estabelecimento perfeito, e nenhum está a salvo de problemas financeiros, disputas internas, abastecimentos, etc.; em uma conversa informal com um ex-funcionário, eu soube que a Apad teve suas dívidas e problemas. É muito absurdo pensar que isso possa ter sido usado contra a instituição nessa quase retomada de terreno?

INDO À LUTA…

Acredito que a sua equipe possa ter recebido mais informações sobre a situação externa e interna da Apad, tenham sido formais ou informais. O porém das informações que podemos saber por meio destas é sua validade, não por desconfiar de quem as conte, e sim ao confrontá-las com outras informações e ir à luta.

Difícil saber se um boato cochichado é real, falso ou parte de algo ainda maior.

GRAÇAS À COLUNA…

A sua publicação de hoje aliviou bastante, e se não fosse a sua coluna eu não saberia dessa história.

Ainda assim, devemos ficar em alerta.

Agradeço as publicações e a sua paciência em ler esse e-mail.

WALTER ALFREDO VOIGT BACH, Curitiba/PR

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