
Tribunal detém todo o domínio sobre o software do equipamento e conta com a colaboração da comunidade técnica para aprimorar o sistema
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) celebrou nesta quarta-feira (29) os dez anos de uso do sistema operacional Linux nas urnas eletrônicas. O seminário alusivo à data reuniu profissionais e estudantes da área de Tecnologia da Informação, servidores e colaboradores da Justiça Eleitoral, além do público geral interessado no tema. Os participantes receberam as boas-vindas do secretário-geral da Presidência da Corte, Estêvão Waterloo, e do diretor-geral do TSE, Anderson Vidal Corrêa.
A evolução do processo eleitoral brasileiro – passando pelos benefícios da inovação tecnológica e a relação entre o processo eleitoral e a tecnologia, bem como os sistemas de segurança e transparência da urna eletrônica – foi abordada na apresentação realizada pelo secretário de Tecnologia da Informação (STI) do Tribunal, Giuseppe Janino.
FRAUDES LEMBRADAS
O secretário lembrou o portfólio de casos de fraudes envolvendo o antigo sistema de voto em cédulas de papel e a apuração manual das eleições.
“Nós chegamos a um cenário em que batemos no fundo do poço: um processo lento, repleto de erros e com muita falta de confiança. Demorava semanas para se obter o resultado, e quando se obtinha, era com muita suspeição”, destacou.
COMEÇOU EM 1986
Esse cenário foi o motivador de uma grande mudança tecnológica. A evolução do processo eleitoral teve início em 1986, com a informatização do cadastro eleitoral. Em 1994, houve a primeira experiência com a totalização eletrônica dos votos e, a partir de 1996, teve início o voto na primeira urna eletrônica genuinamente brasileira. “Foi um passo significativo, uma mudança de paradigma e também de patamar, na medida em que se tornou o processo manual num processo digital”, afirmou Janino.
