domingo, 5 julho, 2026
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História de marionetes, culturas e resistência

Euclides Coêlho de Souza: fundador do Teatro Dadá (foto: Gilson Camargo)

“Teatro de Bonecos Dadá – Memória e Resistência”, livro de Dinah Pinheiro, a ser lançado em Abril, (vide carta em DOS LEITORES nesta edição), narra a história de Euclides Coêlho de Souza e Adair Chevonika, fundadores do grupo, desde a infância até os tempos atuais. Euclides, nasceu em Roraima e Adair em Rio Branco do Sul, Paraná. Se encontraram num curso para atores no Teatro Guaíra, no início de década de mil novecentos e sessenta, quando conheceram a técnica dos bonecos, também conhecidos como títeres ou marionetes.

RESISTÊNCIA POLÍTICA

Apaixonados pela descoberta, se dedicaram à pesquisa dessa linguagem em bibliotecas do Brasil e exterior. Montaram mais de cem espetáculos em Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, La Paz, Lima e Santiago. Ao lado das atividades no teatro, Euclides e Adair se engajaram na luta contra a ditadura militar de 1964, e por isso foram exilados no Chile e no Peru, durante quatro anos.

Ariano Suassuna e Cecília Meireles

DIRETAS JÁ

Participaram do movimento das Diretas Já, em 1985. Convidados pelo Festival Internacional da Marionete, em Charleville Meziérès, na França, levaram para aquele país a peça O Sonho do Pongo, do peruano José Maria Arguedas. Seus autores prediletos são o alemão Friedrich Arnt, os franceses Marcel e Jean Loup Temporal, o mexicano Germán LIzt Arzubide e o argentino Javier Villafañe. Os brasileiros Ariano Suassuna e Cecília Meireles também fazem parte do seu repertório.

A história do grupo é emocionante tanto pela luta política como pela sua dedicação ao teatro. Euclides tem atualmente 84 anos, mora em Curitiba. Adair faleceu em 2013.

LANÇAMENTO DO LIVRO

Dia 6 de abril, das 10 às 14h

local Museu Oscar Niemeyer

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